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Para prefeita Elizabeth Schmidt, ‘política é substantivo feminino’

Prefeita do PSD em Ponta Grossa, no interior do Paraná, fala sobre a valorização das mulheres em sua gestão, os principais avanços conquistados pela administração municipal e as prioridades para 2022

31 de mar de 2022

A prefeita Elizabeth Schmidt: “Temos algumas das principais áreas de nosso governo sob controle de mulheres”

Redação Scriptum

Responsabilidade fiscal, valorização da participação feminina e investimentos na área social são marcas da gestão da prefeita Elizabeth Schmidt (PSD) em Ponta Grossa, município de 358 mil habitantes do interior do Paraná. “Temos algumas das principais áreas de nosso governo sob controle de mulheres destemidas, preparadas e muito fortes. Em Ponta Grossa, a política é substantivo feminino, mesmo”, destaca Elizabeth.

Em entrevista ao site do PSD, a prefeita fez um balanço do seu primeiro ano de mandato, os desafios que enfrentou no combate à pandemia de covid-19, os projetos para a retomada econômica na cidade — a quarta mais populosa do Estado — e os planos da administração municipal para 2022. Entre as prioridades estão “a reestruturação do setor de saúde e a intensificação do programa de pavimentação urbana”.

Como avalia o primeiro ano da sua gestão? Quais foram os principais avanços e obstáculos que o governo municipal teve nesse período?

Foi um ano extremamente pesado. O recrudescimento da pandemia, a necessidade de readequação à nova realidade econômica, o ajuste fiscal e as demandas represadas por conta da pandemia transformaram os primeiros doze meses num desafio constante. Porém, todo período de provação é também um período de aprendizado e de aperfeiçoamento. Pudemos melhorar nossos mecanismos de controle e de gestão, incrementar o crescimento de opções mais econômicas e promover uma racionalização intensiva. O aprendizado foi duro, mas muito útil.

Em 2022, quais serão as prioridades do seu governo?

Avançar nas pautas essenciais que foram prejudicadas pela pandemia em 2021, especialmente a reestruturação do setor de saúde e a intensificação do programa de pavimentação urbana, com uma atenção especial nas áreas de segurança alimentar e social.

Recentemente, a senhora anunciou um plano de contenção de despesas na administração. Como está a situação financeira da cidade?

Os investimentos em saúde ficaram muito acima do esperado em 2021, o que nos obrigou a redirecionar recursos. O programa de ajuste fiscal sofreu um atraso sensível, mas está em curso. Temos um quadro de regularidade e pontualidade raras vezes alcançado, mas o crescimento da receita ainda não alcançou o ritmo que desejamos, e por isso estamos ainda fazendo um recuo estratégico: seguramos o passo agora para poder avançar o máximo possível em 2023.

Quais foram as medidas adotadas pela gestão para a recuperação econômica da cidade? Há projetos da Prefeitura que estimulam o empreendedorismo?

Primeiramente, um pacote com dez medidas econômicas que vão desde planos de segurança social e alimentar até a dilação de prazo para cumprimento de obrigações tributárias, além de projetos de fomento ao empreendedorismo, facilidade na regularização de micro e pequenos empreendedores e o cancelamento da cobrança de multas e juros, em várias situações, na amortização de débitos. Também inauguramos programas de suporte familiar, como a implantação de um vale-mercado e a ampliação da rede de assistência social. Por outro lado, continuamos investindo pesado na industrialização, conquistando, nos últimos meses, mais de R$ 2 bilhões em investimentos industriais.

Em relação às políticas para as mulheres, o que a senhora destacaria como principais iniciativas do seu governo?
A equidade. Nossa administração é inerentemente equitativa. Além da prefeita, temos algumas das principais áreas de nosso governo sob controle de mulheres destemidas, preparadas e muito fortes: Administração e Recursos Humanos, Segurança e Cidadania, Educação, Família e Desenvolvimento Social, Assistência Social, Comunicação e até Inovação e Desenvolvimento. Em Ponta Grossa, a política é substantivo feminino, mesmo.
A senhora já enfrentou preconceito no cenário político por ser mulher? Caso tenha enfrentado, como lidou com isso?

Infelizmente, sim, e muito. O sexismo e o ageísmo (discriminação em função da idade) ainda são muito presentes na esfera política. Porém, a união das pessoas com visão de mundo mais abrangente permite que mesmo as resistências típicas sejam vencidas. A estatura de uma mulher na política não é medida apenas pelo número de votos, mas pelo exercício inteligente do mandato que lhe foi confiado. Mulheres que são bem-sucedidas na política inspiram; políticas que são bem-sucedidas como mulheres, por sua vez, abrem caminhos.

O que despertou na senhora o interesse pela política? Como ingressou no cenário político? Sou uma profissional da educação. E não há educação sem debate, contraposição de ideias e conceitos. Da sala de aula à política foi uma transição grande, mas natural. O professor tem como missão preparar aqueles que vão transformar o mundo; o político tem a chance de fazê-lo em primeira mão. Eu sempre vi o mundo como um espaço a ser desenvolvido para que as futuras gerações possam ter vidas ainda mais significativas e melhores. Ensinando, aprendi muito. Fazendo, também posso ensinar e aprender.

Fale um pouco da sua relação com o PSD e os valores do partido com os quais a senhora mais se identifica.

O PSD pauta sua luta na igualdade, e é essa a essência da social-democracia. A luta de várias gerações por oportunidades iguais e espaços igualitários pode e deve ser compartilhada por quem se pauta por esses valores. Por isso a filiação, por isso a militância e por isso a crença de que, neste momento, o PSD é a nossa mais importante via de atuação partidária.

Qual é a sua avaliação sobre o cenário eleitoral deste ano no Paraná?

Temos total confiança na capacidade do governador Ratinho Junior de lançar as bases do Paraná que todos queremos e merecemos. E não temos dúvida sobre a viabilidade de sua reeleição. Espero que os social-democratas avancem na conquista de mais espaço no Congresso e na Assembleia Legislativa, e vamos trabalhar por isso. Um Legislativo forte, com governantes conscientes, nos trará o suporte necessário para desenvolver nosso Estado.

Perfil

Nome: Elizabeth Silveira Schmidt

Formação acadêmica: Mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

Data de nascimento: 11/06/1951

Estado civil: Casada com Lourival Schmidt

Filhos: Jeanne Schmidt Leal (11/01/1974); Jean Schmidt (29/04/1975); e Rodrigo Schmidt (17/12/1978)

Religião: Católica

Um livro: 1889, do paranaense Laurentino Gomes

Um ídolo na política: Tancredo Neves mostrou que política não tem idade e que bons líderes negociam posições, mas não valores.

Uma frase: “Se você quer que digam algo, peça a um homem. Se você quer que façam algo, peça a uma mulher” – Margareth Thatcher, primeira-ministra britânica (1979-1990).

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