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Paraná lidera investimento em educação no Brasil

Relatório do Tesouro Nacional mostra que a gestão do governador Ratinho Junior (PSD) destinou 24% de suas despesas totais para a educação no primeiro quadrimestre de 2023

29 de jun de 2023 · educação, Parná, Ratinho Junior

O governador Ratinho Jr: Paraná destinou 24% de suas despesas totais para a educação até o segundo bimestre de 2023

Edição Scriptum com Agência Estadual de Notícias

Confirmando a prioridade dada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) à área de educação, o Governo do Paraná realizou nos primeiros quatro meses de 2023 o maior investimento relativo a esse setor em todo o Brasil. O dado consta do Relatório Resumido de Execução Orçamentária com Foco nos Estados e Distrito Federal, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Segundo o documento, o Paraná destinou 24% de suas despesas totais para a educação até o segundo bimestre de 2023, superando Acre (23%) e Paraíba (23%), que ocuparam a segunda posição nesse quesito.

O indicador usado pelo Tesouro Nacional considera a despesa líquida por função em relação ao total das despesas dos Estados. Em termos nominais, o Paraná aplicou R$ 3,96 bilhões em educação, montante que o deixa atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais, que têm população quatro e duas vezes superior à paranaense, respectivamente.

Os investimentos levam em consideração o aumento da oferta do ensino em tempo integral, novos computadores e tablets entregues para a rede estadual, merenda escolar, fundo rotativo para manutenção das escolas, entre outros.

Nesse mesmo período, o Paraná também destinou R$ 4,24 bilhões para previdência social; R$ 1,57 bilhão para segurança pública; R$ 1,43 bilhão para a saúde; R$ 960 milhões para o Judiciário; R$ 360 milhões para transporte; R$ 420 milhões para administração; e R$ 3,36 bilhões para outras despesas. O total de despesas liquidadas no Paraná, de janeiro a abril, foi de R$ 16,29 bilhões.

Equilíbrio

Pela primeira vez, o relatório detalha as despesas correntes liquidadas por função nos Estados. O recorte permite comparar o quanto cada unidade federativa destina, proporcionalmente em relação às despesas correntes, a áreas como educação, saúde, transporte e segurança pública, entre outras.

“Quando se busca um equilíbrio nas contas, com atenção para que receitas façam frente às despesas, pode-se maximizar o impacto de gastos em serviços e investimentos oferecidos à população. Com equilíbrio, mais recursos podem ser direcionados a áreas prioritárias, ao mesmo tempo em que despesas sob controle criam uma base financeira mais estável e sustentável”, diz o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior.

O relatório evidencia a conjuntura desafiadora para as contas públicas dos Estados. De janeiro a abril, o Paraná registrou um aumento de 15% nas despesas correntes liquidadas e uma queda de 2% nas receitas correntes em relação ao mesmo período do ano anterior.

A redução nas receitas, também observada em 11 unidades federativas, decorre em grande parte da queda na arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – reflexo da diminuição das alíquotas sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, aprovada pelo Congresso em junho de 2022, por meio da lei complementar 194.

Nos primeiros quatro meses de 2023, o Paraná registrou uma receita corrente de R$ 20,74 bilhões e despesas correntes de R$ 14,9 bilhões.

Gestão

O relatório também apresenta outras informações importantes, que demonstram uma gestão eficiente e prudente dos recursos no Paraná. No período, o Estado obteve o melhor resultado orçamentário em relação à receita corrente líquida (RCL) da região Sul do Brasil e o quarto melhor resultado do País. O índice reflete a diferença entre receitas e despesas em relação à RCL.

De janeiro a abril, o resultado orçamentário do Paraná foi de R$ 4,84 bilhões, correspondendo a 26% da receita corrente líquida. Apenas Rondônia (36%), Mato Grosso (34%) e Roraima (28%) tiveram resultados superiores.

Além disso, a poupança corrente do Paraná em relação à receita líquida é a terceira maior dos entes federativos. O indicador é o conjunto de receitas menos despesas liquidadas, e demonstra a autonomia do Estado para realizar investimentos com recursos próprios.

 O Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) em Foco é publicado bimestralmente pelo Tesouro Nacional e apresenta informações fiscais consolidadas e comparativas para cada estado e para o Distrito Federal.

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