
Durante reunião com o ministro Fernando Haddad, governadora Raquel Lyra abordou as questões da manga e da uva, do Vale do São Francisco, e do açúcar da Zona da Mata
Edição Scriptum
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), reuniu-se na terça-feira (5), em Brasília, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar dos impactos que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil terá sobre as exportações do Estado.
A governadora abordou as questões da manga e da uva, do Vale do São Francisco, e do açúcar da Zona da Mata. “Diante do grande volume de negócios em todo o país que será afetado pelo tarifaço, achamos importante colocar essa pauta no radar do Ministério. E, de fato, ela não estava entre as prioridades”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Guilherme Cavalcanti.
Durante o encontro, que ocorreu logo após a reunião dos governadores do Nordeste com o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, foi tratado ainda da importância da inclusão do setor de pescados.
“A maior urgência que temos é em relação à manga que deveria começar a ser enviada para os EUA este mês e que já começou a ser colhida. Sem as exportações previstas de agora até novembro, o prejuízo previsto é de US$ 48 milhões”, ressaltou o secretário.
Entre os pontos apresentados pela governadora à equipe econômica estão medidas já anunciadas como concessão de subsídios aos exportadores e abertura de linhas de crédito diferenciadas pelos bancos públicos. Uma outra preocupação de Raquel foi a de garantir que trabalhadores safristas possam receber algum tipo de apoio, sem que isso possa gerar perda de benefícios.
Já em relação à possibilidade de o estado adquirir alimentos que não forem exportados para a merenda, o instrumento legal para tanto já está sendo desenhado pelo Ministério, segundo Haddad. Ele permitiria que essa compra fosse feita sem, necessariamente, passar por uma licitação.