
A governadora Raquel Lyra: rede de proteção, que une a assistência social aos organismos de violência contra a mulher, é fundamental
Edição Scriptum
O aumento de casos de violência contra a mulher em todo o País tem preocupado a governadora Raquel Lyra (PSD), de Pernambuco, onde também ocorreram casos graves de violência doméstica nos últimos dias. Na terça-feira (9), quando reuniu a imprensa do Estado para apresentar um balanço das ações de sua gestão em 2025, a governadora afirmou que a instituição de uma rede de proteção “é fundamental” no combate ao feminicídio, mas ressalvou que não é apenas com aumento do efetivo policial que se combate os crimes contra a mulher.
Segundo ela, essa é uma questão que exige esforços em várias frentes. “Quando eu trabalho a habitação, das 16.000 casas que nós entregamos, 65% são para mulheres chefes de família. Na regularização fundiária, da mesma forma. Quando a gente dá um lar para uma mulher, a gente garante a ela o direito de, se for vítima de violência, poder sair de casa. Quando a gente trabalha com qualificação profissional, abertura de microcrédito para elas, elas podem sair de casa. Quando a gente garante uma escola para o filho estudar, essa mulher garante o direito de poder sair de casa quando é vítima de violência”, explicou.
Raquel Lyra lembrou ainda que “a violência contra a mulher não acontece de um jeito só, não acontece com tiro. O tiro é a última etapa, a facada é a última etapa. A rede de proteção é fundamental. A rede de proteção, que une a assistência social aos organismos de violência contra a mulher, é fundamental. Hoje nós temos uma rede. E não é uma rede para fazer discurso, nem para tirar fotografia. A gente cofinancia. Nós chegamos junto. Eu cofinancio na assistência, eu cofinancio para mulheres“, destacou.
Estrutura
Ele recordou que esse trabalho foi reforçado em 2025, com a entrega de equipamentos ao longo do ano. “Abrimos a Delegacia da Mulher 24 horas na Região Metropolitana, em Caruaru e em Petrolina. Estamos fazendo o maior concurso da história recente, 7.000 policiais militares, policiais civis, polícia científica. A gente tem um foco em feminicídio, em crime de violência contra a mulher dentro do Juntos pela Segurança”, listou.
Raquel Lyra lembrou ainda que sua gestão criou a patrulha Maria da Penha nas organizações militares de Pernambuco. “Nós qualificamos, treinamos e vamos continuar fazendo isso. Nesses cursos de formação, em direitos humanos, em combate, em acolhimento a mulheres vítimas de violência, trabalhamos também a prevenção“, disse.
No balanço do ano, a governadora afirmou que a segurança pública foi um tema trabalhado em diversas frentes, não apenas nos concursos e nomeações de efetivo policial. Na ocasião, anunciou a entrega de 185 carros da Patrulha da Mulher, um para cada município do Estado e para Fernando de Noronha.