
Na reunião com a equipe de governo, foram mencionados pontos que balizarão a gestão da pasta nos próximos meses
Edição: Scriptum
Nos primeiros cinco meses do mandato do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), houve menos homicídios, mais prisões, menos roubos e mais drogas apreendidas no Estado. Esse foi o balanço apresentado na terça-feira (4) durante a reunião do governador com o seu secretariado, no Palácio Iguaçu.
Os números da Secretaria da Segurança Pública foram apresentados pelo general Luiz Felipe Carbonell, que foi titular da pasta no período e está deixando o cargo para assumir a diretoria de Coordenação da Itaipu Binacional. No seu lugar assume o coronel do Exército Rômulo Marinho Soares. “Esses bons resultados são frutos da seriedade e criatividade do trabalho, uma dedicação incrível”, disse o governador Ratinho Junior, que ressaltou que a troca de secretário não muda a estrutura organizacional da segurança e que todos os profissionais que estão no comando de órgãos vinculados à pasta serão mantidos.
O balanço mostra a diminuição em 32% no registro de ocorrências de homicídios dolosos, principal indicador da segurança pública. Dos 399 municípios paranaenses, 271 (68%) não registraram este tipo de crime durante o primeiro trimestre deste ano. Nos 128 municípios restantes, 67 tiveram apenas um caso.
Também caíram consideravelmente os índices de roubos seguido de morte (-46%) e de roubos em geral (28,7%). De outra parte, o número de prisões cresceu 253% e a recuperação de veículos roubados teve aumento de 168%. As apreensões de drogas subiram, com destaque para o ecstasy (47,64%). “O sucesso que conseguimos em poucos meses é por causa do pessoal que fica na ponta da linha, da Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento Penitenciário”, disse Carbonell. “Graças a eles, o Paraná tem um dos melhores índices do Brasil em termos de contenção da criminalidade”, ressaltou.
Na reunião foram mencionados pontos que balizarão a gestão da pasta nos próximos meses. Um deles é a implantação do Centro Integrado de Inteligência da Fronteira, em Foz do Iguaçu, uma parceria com o Ministério da Justiça.
Outra ação de destaque é a integração da segurança pública para unificar áreas de planejamento, comando, controle e inteligência em um mesmo lugar, dentro da Cidade da Polícia. O projeto, orçado em R$ 140 milhões, ocupará uma área de 35 mil metros quadrados no bairro Rebouças, em Curitiba, onde funcionava a antiga fábrica da Ambev.
A construção de novas unidades prisionais também foi lembrada, como forma de reduzir a superpopulação nas carceragens. Além de obras em execução, o Estado está finalizando o processo licitatório de quatro novas cadeias públicas, com capacidade para mais de 3 mil detentos e investimento de R$ 69 milhões.