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Renato Santana participa do processo de transição de governo no DF​

O governador eleito Rodrigo Rollemberg teme dificuldades com um déficit nas contas públicas, mas disse que vai aguardar as informações oficiais.

10 de nov de 2014

O vice-governador eleito do Distrito Federal, Renato Santana, do PSD, está participando, ao lado do governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB), ​das conversas com o governador Agnelo Queiroz (PT) para acertar pontos do processo de transição entre as duas gestões.

As equipes da transição ainda estão sendo formadas, mas o atual governo reservou, inicialmente, 15 vagas comissionadas (13 civis e duas militares) a serem ocupadas pelo time de Rollemberg e Santana.

O governador Agnelo Queiroz criou um comitê coordenado pela Casa Civil e pelo Planejamento com a função de receber todas as solicitações da equipe de Rollemberg e Santana. “Vamos oferecer todas as informações para dar condições físicas e humanas que forem necessárias para que todo esse processo seja coroado com informações precisas e que a partir do dia 1º de janeiro o governador eleito tenha todas as condições para o funcionamento do DF”, disse o governador ao Jornal da Comunidade, de Brasília. “Vamos apoiar inteiramente para que seja uma transição construtiva”.

Segundo o governador eleito, desde que saiu o resultado da eleição, Agnelo se colocou à disposição para realizar a transição de forma pacífica e democrática, com todas as informações necessárias. “Para que possamos tomar as decisões que consideramos as mais adequadas no dia 1º de janeiro”, afirmou.

Rollemberg teme ter dificuldades com um déficit nas contas públicas, mas disse que vai aguardar as informações oficiais. “Estamos formulando um conjunto de perguntas sobre questões financeiras e contratos que expiram em 31 de dezembro para que possamos, em conjunto, tomar medidas antes do final da gestão sem que haja descontinuidade de serviços públicos fundamentais para a população”.

Rollemberg já definiu os nomes que farão parte do seu grupo de transição. O coordenador-geral será Hélio Doyle, auxiliado por Leany Lemos (Coordenadora-executiva), Carlos Henrique Tomé (Coordenador de Área Técnica), Rômulo Neves (Coordenador de Relação com o Governo), Paulo Salles (Coordenador de Objetivos Estratégicos), Marcos Dantas (Coordenador de Relações Políticas e com a Sociedade).

Os grupos temáticos serão coordenados por Tiago Araújo Coelho de Souza (Saúde), Júlio Gregório (Educação), Higor Guerra (Mobilidade), Arthur Trindade Maranhão Costa (Segurança), Rita de Cássia Leal dos Santos (Planejamento, Orçamento e Gestão), Cleide Lemos (Políticas Sociais), Maurício Ludovice (Infraestrutura) e Marcelo Dourado (Desenvolvimento Sustentável).

O processo de transição está formalizado em decreto assinado pelo governador Agnelo Queiroz, que dispõe sobre as atribuições da comissão que será indicada pelo governador eleito, Rodrigo Rollemberg, e do grupo composto pelos órgãos da administração direta.

A equipe de transição terá acesso às informações relativas às contas públicas, aos programas, ações e projetos em execução pelas administrações públicas direta e indireta do Distrito Federal. O decreto determina que os integrantes dos dois times deverão manter sigilo sobre os dados e as informações confidenciais às quais tiverem acesso.

O comitê de acompanhamento da transição será composto pelos titulares da Casa Civil, Consultoria Jurídica, Secretaria da Transparência e Controle, Casa Militar, Secretaria de Planejamento e Orçamento, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Governo, Secretaria da Administração Pública e Secretaria de Publicidade Institucional e Comunicação Social.

A Casa Civil e a Secretaria de Planejamento e Orçamento exercerão, em conjunto, a função de Secretaria Executiva do comitê. Disponibilizarão à equipe de transição a infraestrutura e o apoio administrativo necessários.

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