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Ribeirão Preto (SP) amplia atendimento a pessoas com deficiência

Parcerias com governo do Estado vão permitir a implantação de programa de capacitação profissional e a qualificação do atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista

02 de abr de 2026 · Ribeirão Preto, Ricardo Silva

Programa tem como objetivo o acolhimento e o fortalecimento de mulheres com deficiência, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade ou vítimas de violência

Edição Scriptum com Prefeitura de Ribeirão Preto

O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva (PSD), assinou dois protocolos de intenção com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência para ampliar o atendimento oferecido a essa parcela da população no município do interior de São Paulo. A iniciativa permitirá a adesão da cidade ao programa Todas In Rede e o fornecimento de suporte técnico das equipes do Centro de Referência e Atendimento Especializado às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Os documentos foram assinados em ato promovido na sexta-feira (27), no salão nobre do Centro Administrativo Prefeito José de Magalhães. “Estamos colocando Ribeirão Preto em um novo patamar de cuidado e inclusão. Pela primeira vez, estruturamos uma rede integrada com o Estado para atender de forma qualificada as pessoas com deficiência, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade”, afirmou Ricardo Silva. A cerimônia contou, ainda, com as participações do secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, da secretária municipal da Cidadania e Pessoa com Deficiência, Dulce Neves, do secretário municipal da Saúde, Maurício Godinho, entre outras autoridades.

O programa Todas in Rede tem como objetivo o acolhimento e o fortalecimento de mulheres com deficiência, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade ou vítimas de violência. A iniciativa promove a articulação entre o Estado e o município, com a capacitação profissional, a formação de lideranças femininas, o incentivo à autonomia e a ampliação do acesso à informação por meio de comunicação acessível.

Segundo o IBGE (2025), apenas 26,2% das mulheres brasileiras com deficiência concluíram a educação básica, índice inferior ao das mulheres sem deficiência (56,4%). Além disso, as mulheres representam 65,4% dos casos de violência doméstica entre pessoas com deficiência, de acordo com o Atlas da Violência de 2024.

O Centro TEA Paulista vai oferecer suporte técnico especializado para a qualificação do atendimento oferecido na cidade às pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Equipes multidisciplinares vão capacitar profissionais da prefeitura em áreas como saúde, educação e assistência social.

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