
O secretário Eleuses Paiva: “Vacinação coloca a região na linha de frente de uma proteção inédita contra a chikungunya”
Edição Scriptum com Governo de SP
Liderança do PSD, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Eleuses Paiva, iniciou nesta segunda-feira (2) em Mirassol, município do interior paulista, o projeto-piloto de vacinação contra a chikungunya. Administrada pelo prefeito Edson Antonio Ermenegildo, também filiado ao partido, a cidade foi a primeira no Brasil, e a única no Estado, a realizar a imunização com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e a farmacêutica franco-austríaca Valneva. A aplicação do imunizante, que faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde, ocorreu no Centro de Saúde II, o Postão. A primeira pessoa imunizada foi a enfermeira Maria do Rozário Fernandes, que trabalha no local. “Estamos diante de um marco histórico para a saúde pública. Mirassol está entre os primeiros selecionados. Cerca de 37.500 habitantes, de 18 a 59 anos, poderão receber a vacinação nos postos de saúde, e isso coloca a região na linha de frente de uma proteção inédita contra a chikungunya”, destacou Eleuses.
Ao todo, dez municípios em todo o País selecionados pelo ministério vão participar da iniciativa. Além de Mirassol, serão contempladas as cidades de Simão Dias, Barra dos Coqueiros e Lagarto, em Sergipe, Maracanaú e Maranguape, no Ceará, e Sabará, Congonhas, Santa Luzia e Sete Lagoas, em Minas Gerais. Para selecionar os locais, o ministério utilizou critérios epidemiológicos, populacionais e a viabilidade operacional.
De acordo com o governo de São Paulo, a escolha de Mirassol considerou o aumento expressivo da doença no município. Em 2024, foram registrados 833 casos prováveis de chikungunya. No ano anterior, apenas um caso foi registrado. Os dados constam no Painel de Monitoramento de Arboviroses, do Ministério da Saúde.
A vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. Estudos clínicos indicam que o imunizante é bem tolerado. Predominantemente, os eventos adversos são leves ou moderados. Além disso, a vacina induz uma resposta imunológica após uma única dose.
Transmissão
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da dengue e da zika. Entre os sintomas estão a febre alta e dores intensas nas articulações, que podem se tornar crônicas e persistir por meses ou anos. Não há tratamento antiviral específico e o tratamento inclui repouso, hidratação e uso de analgésicos e antitérmicos.
Em 2025, foram registrados 7.733 casos de chikungunya e sete óbitos no Estado de São Paulo. Já neste ano, até 29 de janeiro, foram 29 casos e nenhum óbito.