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São Paulo já reativou oito mil leitos hospitalares

Coordenada pelo secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, a Tabela SUS Paulista também ampliou a oferta de exames e agilizou a realização de cirurgias no Estado

26 de jun de 2026 · Eleuses Paiva, Sao Paulo, saúde, Tabela SUS Paulista

O secretário Eleuses Paiva: Tabela SUS Paulista passou a complementar os valores pagos pelo governo federal, com reajustes que, em alguns casos, chegam a 400%

Edição Scriptum com Agência SP

Coordenada pelo secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Eleuses Paiva, para fortalecer a prestação de serviços na rede pública do setor, a Tabela SUS Paulista permitiu a reativação de cerca de oito mil leitos hospitalares, a ampliação da oferta de exames e mais agilidade na realização de cirurgias. Liderança do PSD, o secretário falou sobre esses e outros avanços conquistados por sua gestão em entrevista concedida ao SP Pod, videocast da Agência SP, plataforma de divulgação do governo estadual. “A Tabela SUS Paulista está salvando vidas. Ao ampliar a oferta de exames e cirurgias, conseguimos fazer diagnósticos precoces e tratar os pacientes no momento certo”, destacou Eleuses.

O projeto foi implantado em janeiro de 2024, a partir do processo de regionalização da saúde promovido pelo governador Tarcísio de Freitas, que identificou diferenças significativas entre as 17 regiões do setor de saúde em São Paulo. O governo estadual constatou que grande parte dos hospitais filantrópicos, responsáveis por aproximadamente 70% dos atendimentos no interior paulista, operavam com dificuldades financeiras devido à defasagem da tabela federal do SUS, sem reajustes em boa parte dos procedimentos há quase duas décadas. “Quando começamos esse trabalho, encontramos filas enormes e pacientes esperando meses para iniciar um tratamento. Precisávamos romper esse ciclo e criar uma solução que garantisse uma remuneração mais justa para os hospitais”, afirmou Eleuses.

A partir de estudos econômicos realizados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à Universidade de São Paulo (USP), a secretaria de Saúde avaliou aproximadamente cinco mil procedimentos para definir novos valores de remuneração. A Tabela SUS Paulista passou a complementar os valores pagos pelo governo federal com reajustes que, em alguns casos, chegam a 400%.

Inicialmente, a medida contemplou hospitais filantrópicos e unidades administradas por fundações. Desde então, cerca de R$ 10 bilhões do Tesouro Estadual foram destinados a 800 instituições em todas as regiões paulistas. “O aumento não foi linear. Nós avaliamos cada procedimento para que os hospitais recebessem valores adequados e pudessem manter e ampliar a assistência à população”, explicou Eleuses.

Neste ano, a política pública foi ampliada para hospitais municipais. Ao todo, 100 unidades localizadas em 77 municípios passaram a receber os recursos complementares do programa.

Mais cirurgias e menos filas

Os investimentos permitiram o aumento da capacidade de atendimento em diferentes especialidades. Na oncologia, por exemplo, houve crescimento superior a 45% na oferta de cirurgias, além da ampliação de exames como tomografia e ressonância magnética, considerados fundamentais para o diagnóstico precoce.

Antes da atual gestão, São Paulo realizava cerca de 750 mil procedimentos por ano. O número chegou a um milhão em 2023, primeiro ano do governo Tarcísio, passou para 1,2 milhão no segundo e atingiu 1,3 milhão no terceiro. “Estamos praticamente dobrando a oferta de cirurgias. Quanto mais procedimentos são realizados, maior é a velocidade para atender quem está aguardando nas filas”, frisou o secretário.

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