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MUNICÍPIOS

Uberaba fortalece combate ao trabalho escravo

Prefeita Elisa Araújo (PSD) assina parceria para ampliar proteção às vítimas desse tipo de crime na cidade do interior mineiro

15 de maio de 2025

A prefeita Elisa Araújo: “Vamos fortalecer a fiscalização, proteger as vítimas, denunciar cada violação”

Edição Scriptum com Prefeitura de Uberaba

A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (PSD), assinou na terça-feira (13) uma carta de compromisso em que a administração do município da região do Triângulo Mineiro, no interior de Minas Gerais, se compromete a atuar no combate ao trabalho escravo e ao tráfico humano. A assinatura ocorreu durante a cerimônia de lançamento da Caravana de Interiorização Contra o Trabalho Escravo e Tráfico Humano, promovida na sede da 14ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Uberaba).

“A caravana é um passo firme, necessário e urgente. Como prefeita de Uberaba, declaro com toda a convicção que nossa cidade não tolera trabalho escravo. Vamos fortalecer a fiscalização, proteger as vítimas, denunciar cada violação. Liberdade não se celebra apenas com palavras, se garante com ação, coragem e justiça”, disse a prefeita.

Elisa relembrou o caso de Madalena Gordiano, nascida em Uberaba, que passou quase 40 anos vivendo em condições análogas à escravidão na cidade de Patos de Minas, situada na Mesorregião do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba. Desde a divulgação de sua história, Madalena se tornou um dos maiores símbolos na luta contra o trabalho escravo doméstico no Brasil.

Presente ao lançamento, ela foi muito aplaudida após Elisa pedir que se levantasse. “A Madá é um símbolo de superação, de resgate e a referência que nós temos que ter para continuar o nosso trabalho. Nós não vamos fechar os olhos”, garantiu a prefeita.

A caravana é resultado de uma parceria entre o comitê regional do Programa Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante, do Ministério Público do Trabalho, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Uberaba) e da Clínica de Combate ao Trabalho Escravo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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