
Iara Diniz: “Se não houver participação e engajamento, tudo sempre continuará como está”
A empresária carioca Iara Diniz já realizou vários projetos em sua vida. Mãe de três filhos e batalhadora incansável tornou-se, ainda jovem, um exemplo de sucesso no trabalho em diversas áreas – além de ser dona da Diniz Ação em Marketing, que já teve escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e em Campo Grande, cidade onde mora atualmente -, ela também está à frente da Associação Comercial da capital sul-matogrossense. Quando se imagina que não haveria mais nada de novo para alcançar, eis que ela surpreendeu: decidiu juntar-se ao PSD Mulher, passou a coordenar o núcleo na cidade e agora quer participar ativamente da política.
“As pessoas resistem a envolver-se com política por medo de serem rotuladas. Mas não é possível mudar nada sem participar dela. É mais confortável ficar do lado crítico, reclamando de tudo o que está errado, e não tomar iniciativas. Se não houver participação e engajamento, tudo sempre continuará como está”, explica a empresária, que reuniu-se em São Paulo com a coordenadora do PSD Mulher, Alda Marco Antonio.
Para Iara, o caminho é claro: se há ideias, projetos e sugestões, a melhor forma de levá-los adiante é por meio de um partido, de uma entidade, de um grupo. “Como presidente da Associação Comercial, eu consegui diversas vitórias, que só foram possíveis pela pressão da entidade. É uma forma de ganhar força”, explica.
O que falta para as mulheres, na avaliação da empresária, é a conscientização de que política não é apenas tomar grandes decisões que influenciam o rumo do País, mas sim participar das coisas em comunidade. “As pessoas costumam se mobilizar, por exemplo, quando vivenciam experiências de grande impacto emocional. É como a família que perde um filho em um acidente de carro e toma a liderança em campanhas pela direção segura. São em momentos assim que elas percebem que podem fazer pelo grupo, e que isso dá resultado. O que elas precisam saber é que isso pode e precisa ser feito todos os dias, sair da zona de conforto, falar menos e fazer mais.”
Ela acredita que a política precisa da visão feminina para evoluir. “A mulher é mais emocional, ela tem envolvimento mais profundo com as situações. Ela não apenas analisa de forma técnica, como fazem os homens, ela tende a abraçar a causa. É parte da natureza feminina sentir essa empatia. Por isso elas se dedicam mais, lutam com mais paciência, são mais duras de desistir”, afirma Iara.