20 de jul de 2026
· Cristo Redentor, Luiz Gastão

Parlamentares do colegiado já formalizaram um pedido para garantir o reconhecimento jurídico da presença da Igreja Católica no monumento
Edição Scriptum com Redação da Liderança do PSD na Câmara
Um dos maiores símbolos da fé dos brasileiros e patrimônio cultural do Brasil, o Cristo Redentor, no Alto do Corcovado, no Rio de Janeiro, tem sido foco de debates sobre a presença da Igreja Católica no Santuário. O tema foi discutido pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados na semana passada e os parlamentares do colegiado já formalizaram um pedido para garantir o reconhecimento jurídico da presença da Igreja Católica no monumento.
Presidente da Frente Parlamentar Católica, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) cobrou uma solução definitiva. “O monumento não é apenas uma obra de arte ou um cartão-postal. É um lugar de oração, acolhimento e devoção que integra a história do Brasil. Precisamos assegurar que a gestão religiosa do santuário permaneça com a Igreja Católica, respeitando sua origem e sua finalidade”, afirmou.
O parlamentar propôs que a Comissão de Turismo encaminhe um documento à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República solicitando informações sobre as medidas em andamento para solucionar a questão. O deputado também defendeu que o Parlamento acompanhe de perto as negociações com o Poder Executivo para garantir uma solução definitiva.
Frente Católica
Durante o debate, Gastão também apresentou um manifesto da Frente Parlamentar Católica em apoio a um regime jurídico que reconheça o caráter religioso, histórico e cultural do Santuário Cristo Redentor, preservando as atividades pastorais desenvolvidas no local há quase um século.
Segundo o parlamentar, o objetivo é garantir segurança jurídica para que a Igreja continue exercendo sua missão, em cooperação com os órgãos responsáveis pela proteção ambiental e patrimonial.
Luiz Gastão afirmou que não há interferência na administração local ou no regime de concessão. “O Estado pode administrar o parque e proteger o meio ambiente, mas não cabe ao Estado gerir um santuário religioso. A Constituição garante a liberdade de culto, e é isso que buscamos preservar”, destacou.
Segurança jurídica
Durante a audiência, a procuradora regional da República Neis Cardoso Oliveira afirmou que há documentos comprovando a cessão, em 1934, à então Ordem Arquidiocesana de toda a área do monumento, do pedestal e da capela. “Esse título permanece válido e reforça a necessidade de uma solução definitiva para evitar insegurança jurídica”.
Já o reitor do Santuário Cristo Redentor, padre Omar Raposo, destacou que o Cristo Redentor é um espaço de peregrinação, celebrações religiosas, acolhimento e promoção da cultura, recebendo milhões de visitantes todos os anos. “Não basta apenas melhorar a infraestrutura. Precisamos de segurança jurídica para que a presença da Igreja no Cristo Redentor seja respeitada e preservada”, afirmou.