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EPIDEMIA

Baixo isolamento social mantém restrições em Sergipe

Com um dos piores índices do País, Estado não reduzirá restrições ao funcionamento de empresas como previsto. Para o governador Belivaldo Chagas (PSD), situação “é preocupante”

08 de jun de 2020

O governador Belivaldo Chagas

A retomada das atividades econômicas em Sergipe foi adiada. Nesse final de semana, quando pretendia finalizar o plano de reabertura do comércio e de outras atividades, o governador do Estado, Belivaldo Chagas (PSD), tomou conhecimento dos novos números sobre o isolamento social no Estado e assustou-se. Mostrando preocupação com o baixo índice de isolamento social entre a população, o governador foi ao Twitter no domingo (7) para voltar a pedir a população sergipana que fique em casa. Na segunda (8) à tarde, o governo estadual informou que o decreto com restrições a atividades econômicas e sociais fica mantido.

Os dados do Observatório de Sergipe, no sábado (6), revelaram que o Estado registrou isolamento social de apenas 37,2%. “É preocupante, demonstra que temos o terceiro pior isolamento social do país, 37,2%, quando o ideal é que cheguemos pelo menos a 60% para que os casos de coronavírus deixem de avançar. Precisamos reverter isso”, escreveu em sua rede social.

A rede hospitalar pública de Sergipe no início do mês de abril contava 27 leitos de UTIs, adultos e pediátricos. Em dois meses, Sergipe aumentou de 27 para 126 leitos de UTI apenas na rede pública para pacientes graves diagnosticados com coronavírus. “Aumentamos em quase cinco vezes os leitos de UTI só na rede pública, mas a ocupação também aumenta assustadoramente. Na última segunda-feira (1), eram 55%, hoje já beira os 70%. Se continuarmos assim não haverá UTI suficiente”, comenta.

Outro dado preocupante é em relação ao número de óbitos, que chegou a 217. No dia 25 de maio esse número era de 103 óbitos, um aumento de mais 100% num período de 14 dias.

Esses números deixam as autoridades e técnicos em alerta. Segundo o governador Belivaldo Chagas, mesmo com o esforço do governo em ampliar o número de leitos, em especial de UTI, a população não está colaborando e mantendo o isolamento social. “Estamos fazendo um grande esforço para ampliar o número de leitos e intensificando as fiscalizações da PM e do Procon. Mas, infelizmente, a população não está fazendo a sua parte”, alertou o governador. O Estado trabalha com a previsão, até o fim do mês de junho, serem abertos 71 novos leitos SUS de UTI.

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