
Cine Santa Tereza apresenta filmes brasileiros de realizadores negros, lançamento de filmes com sessões comentadas, e uma sessão de narração de histórias.
Edição Scriptum com Prefeitura de BH
Em Belo Horizonte, o Dia da Consciência Negra, celebrado na quarta-feira (20), será marcado pela gestão do prefeito reeleito Fuad Noman (PSD) pela promoção, no Cine Santa Tereza, da Mostra Especial Dia da Consciência Negra, que apresenta narrativas de resistência e de luta por direitos, assim como histórias que ressaltam a expressiva contribuição artística e cultural do povo negro.
Na programação, estão filmes brasileiros de realizadores negros, lançamento de filmes com sessões comentadas, e uma sessão de narração de histórias. A mostra acontece de 21 a 29 de novembro e integra a programação especial do Mês da Consciência Negra promovida por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura.
O Dia da Consciência Negra é uma data de grande importância para refletir sobre a história e o legado da população negra no Brasil. O feriado é uma lembrança da promoção do direito à cultura e à celebração de valores, tradições e marcos importantes, com o objetivo de preservar e transmitir a herança cultural negra para a conscientização da sociedade. Segundo o Censo de 2022, BH tem uma população total de 2,3 milhões de pessoas, das quais 986 mil pessoas se declaram pardas, e 312 mil, pretas. O dia 20 de novembro marca a data da morte do herói Zumbi dos Palmares, que lutou contra o racismo no Brasil no período colonial.
O prefeito Fuad Noman sancionou a lei que institui o feriado municipal no Dia da Consciência Negra. A Lei n° 11.680/2024 entrou em vigor em 5 de abril deste ano, com sua publicação no DOM (Diário Oficial do Município). A lei municipal complementa a Lei Federal 14.759/2023, publicada em dezembro do ano passado, que declara o dia 20 de novembro como feriado nacional para a celebração do Dia Nacional do Zumbi e da Consciência Negra.
Programação especial
A Mostra do Cine Santa Tereza integra a programação especial promovida pela PBH para celebrar o Mês da Consciência Negra. Desde o início de novembro, uma série de ações vêm sendo desenvolvidas no intuito de valorizar e reconhecer a importância da cultura afro-brasileira para a construção da nossa identidade. São mais de 70 atividades previstas para os equipamentos públicos – teatros, museus, centros culturais, bibliotecas e centros de referência.
Na programação, já foram realizadas atividades como apresentação de resultados do Inventário Cultural sobre o Samba em BH, apoio ao Seminário “Quilombo reconhece Quilombo” e ao evento “Laços da Ancestralidade”, Programação especial para comemorar o Dia e a Semana do Hip-Hop em BH, entre outras ações. Ainda estão previstas atividades até o final do mês, como a continuidade da programação de inauguração das esculturas de Lélia Gonzalez e Carolina Maria de Jesus, no Parque Municipal, e inúmeras atrações nos Centros Culturais, além de encontros e seminários que visam reforçar políticas voltadas ao setor. Trata-se de uma política contínua, reflexo de uma demanda histórica na luta contra o racismo e a promoção da igualdade.
Para Bernardo Correia, presidente da Fundação Municipal de Cultura, a mostra é um convite para mergulharmos na riqueza artística e histórica do povo negro. “A Mostra Especial Dia da Consciência Negra traz como destaque a grande variedade da cultura afro-brasileira, com obras que vão de biografias inspiradoras, como a de Luiz Gama, passando por narrativas sobre tradições culturais, como em ‘Princesa Macula e o Canto Triste’, até conexões com a ancestralidade africana, como no documentário sobre Maputo. Trata-se de um recorte representativo da força e da diversidade da arte negra, que reafirma a importância de reconhecer e valorizar essas narrativas. É uma oportunidade para o público se conectar com histórias que carregam luta, resistência e uma imensa contribuição cultural para a sociedade brasileira”, afirma.