
O prefeito Alexandre Kalil: A capital mineira foi uma das cidades a deixar a onda roxa do plano Minas Consciente, do governo estadual, no sábado (17).
Com a diminuição das internações em enfermarias e UTIs por causa da covid-19, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anunciou na tarde de segunda-feira (19) a flexibilização das medidas restritivas e a abertura das atividades comerciais na cidade a partir de quinta-feira (22), permitindo o funcionamento de serviços considerados não essenciais.
Kalil anunciou a reabertura com base nas avaliações do Comitê de Combate à covid-19 da Prefeitura de BH, que analisa os indicadores na capital mineira e as propostas da sociedade civil. O comitê é formado pelos infectologistas Estevão Urbano, Carlos Starling e Unaí Tupinambás e pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado.
A capital mineira foi uma das cidades a deixar a onda roxa do plano Minas Consciente, do governo estadual, no sábado (17). A fase mais restritiva do programa estadual só permitia o funcionamento de serviços essenciais nos municípios. A capital mineira agora está na onda vermelha, que autoriza a flexibilização.
No mais recente boletim epidemiológico sobre a situação da pandemia em BH, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde na sexta-feira (16), a ocupação das UTI para pacientes com covid-19 apresentou nova queda, após uma ligeira alta no dia anterior, que havia interrompido uma sequência de dias com redução no percentual.
Unidades de enfermaria também tiveram baixa no índice em mais um dia, enquanto a taxa de transmissão se manteve no mesmo patamar pela terceira vez consecutiva. O boletim indicou que o índice caiu para 86,9%. As unidades pertencentes ao Sistema Único de Saúde (SUS) mantiveram uma ocupação de 91,4%. No entanto, houve queda na rede suplementar, de 83% para 82,3%.
Outro parâmetro fundamental da pandemia, a taxa de transmissão do coronavírus se manteve em 0,87 pelo terceiro dia seguido. Isso significa que 100 pessoas doentes são capazes de passar covid-19 para outras 87.
Desde 13 de março deste ano, BH está praticamente fechada em decorrência da evolução dos casos de coronavírus. Praças públicas e pistas de atividades ao ar livre e funcionamento de certos serviços que estavam liberados, como retirada de comida na porta de restaurantes, são algumas das proibições mais recentes.
Somente serviços considerados essenciais podem funcionar na capital desde 6 de março. Esse foi o quarto fechamento do comércio na cidade, com o começo da pandemia. Segundo dados divulgados nesta segunda pela Secretaria de Estado de Saúde, 158.655 pessoas já se infectaram com a covid-19 em BH. Dessas, 3.913 morreram por causa das complicações causadas pelo coronavírus.