
O prefeito Fuad Noman: regras aprovadas trazem a garantia de que não haverá aumento na tarifa até março de 2023
Redação Scriptum com site da Prefeitura de BH
Um acordo que prevê aumento de ônibus nas ruas sem o reajuste no preço das passagens, além de outros pontos para a melhoria da prestação do serviço e ocorreu foi assinado no final da semana passada entre representantes da Prefeitura de Belo Horizonte, da Câmara Municipal e das empresas de transporte público, durante reunião extraordinária do Grupo de Trabalho para Discussão da Mobilidade Urbana de Belo Horizonte.
A gestão do prefeito Fuad Noman (PSD) entrará com R$ 163,5 milhões no total de R$ 237 milhões que serão repassados aos consórcios de empresas que prestam o serviço de transporte público na capital mineira. Além da Prefeitura, a Câmara vai contribuir para esse total com R$ 74 milhões, milhões oriundos de recursos a que a Câmara teria direito no orçamento e que disponibilizou para elevar o valor do subsídio.
As regras aprovadas trazem ainda a garantia de que não haverá aumento na tarifa até março de 2023, último mês em que o subsídio será repassado às concessionárias. As empresas se comprometeram a, no dia útil seguinte ao depósito da primeira parcela do subsídio, aumentar em 15% o número de viagens ofertadas, além de retomar as partidas noturnas na capital. Quinze dias após, terão que colocar mais 30% dos ônibus nas ruas.
Outro ponto estabelece que a Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte vai criar um canal no Whatsapp e e-mail para facilitar a participação dos usuários na fiscalização do serviço de transporte público.
Para o superintendente de Mobilidade da PBH, André Dantas, o momento é um marco histórico para a melhoria na qualidade do transporte da cidade. “Essa assinatura significa uma grande vitória para a população de Belo Horizonte que é o comprometimento de investimento maciço para garantir mais viagens e qualidade para as pessoas que utilizam o serviço”, afirmou.
Caberá ainda aos consórcios a criação de um aplicativo para permitir que os usuários possam comprar as passagens de forma mais simples e direta. Os órgãos envolvidos deverão apresentar no prazo de um ano uma nova proposta para o contrato e para a definição do valor da tarifa.
Nesta semana a Prefeitura de Belo Horizonte vai encaminhar a minuta do projeto de lei que deverá ser votado pelos vereadores. A partir disso, o texto tramitará pelas comissões da Casa até chegar ao plenário, onde será apreciado em dois turnos. O acordo prevê que o projeto de lei tramite em regime de urgência.