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BH cria abelhas sem ferrão para ajudar a natureza

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), inaugurou espaço para criar abelhas sem ferrão de diferentes espécies que podem ajudar a recuperar as áreas verdes da cidade

08 de nov de 2023

O prefeito Fuad Noman: “Eu espero que nós possamos multiplicar essa experiência, porque é importantíssimo para o meio ambiente a existência das abelhas”

Edição Scriptum com Prefeitura de BH

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), participou na terça-feira (7) da inauguração do Meliponário Biofábrica, um espaço para criar abelhas sem ferrão de diferentes espécies que são mantidas livremente e podem ajudar a recuperar as áreas verdes da cidade. No local, serão criadas e mantidas sete espécies de abelhas para ampliar os enxames na capital mineira, ajudando na polinização das árvores existentes no ambiente urbano e também contribuindo para a conscientização da importância da preservação da natureza.

O prefeito Fuad Noman comemorou a iniciativa. “A gente sabe a importância das abelhas para o meio ambiente, para o mundo como o todo, mas não sabia que havia a possibilidade de conviver com as abelhas pacificamente. A gente sempre olhou para as abelhas como produtoras de mel e de ferrão, mas agora descobrindo que é possível conviver com elas harmonicamente”, disse.

De acordo com Noman, o projeto desenvolvido pela Prefeitura é um cuidado com a cidade também para o futuro.  “Eu espero que nós possamos multiplicar essa experiência por muitas e muitas residências, muitos sítios, muitas fazendas, porque é importantíssimo para o meio ambiente a existência das abelhas”, disse.

Um dos atrativos para os visitantes do Meliponário Fábrica, que funciona de terça a domingo, das 8h às 17h, serão as oficinas de “iscas-pet”. Essas iscas são ferramentas para a captura natural de enxames de abelhas sem ferrão. Dessa forma, os participantes poderão criar os próprios enxames em casa.

O biólogo da Secretaria Municipal de Meio-ambiente, Thiago dos Santos, explicou que cada uma das espécies a serem criadas tem características próprias. “Aqui temos a Mirim-preguiça, Mandaçaia, Marmelada-amarela e Jataí. A função maior do meliponário é a educação ambiental, já que essas abelhas não são de espécies agressivas. Usamos essas espécies voltadas à educação ambiental de crianças e para a difusão da importância dos serviços ecossistêmicos que elas prestam através da polinização”, informou.

De acordo com ele, no Brasil apenas as abelhas sem ferrão, que são insetos nativos, podem ser criados sem nenhum tipo de autorização. “Qualquer cidadão pode criar abelhas em casa, desde que seja uma espécie que esteja adaptada à localização e respeitando as características de cada espécie”, disse.

Segundo o especialista, as biofábricas (uma no no Parque das Mangabeiras, na Serra, região Sul da cidade) e outra que será instalada no Centro de Educação Ambiental do Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha), fazem parte de ações do Poliniza BH, que visam multiplicar os enxames em Belo Horizonte.

“As abelhas ocorrem naturalmente em toda cidade, seja na área urbana, na área florestada, na área de parque ou na área pouco vegetada e antropizada. São mais de duas mil espécies de abelhas no Brasil, uma diversidade que ocorre nos mais diversos locais: chão, árvores, paredes, etc. Então, a importância delas é a polinização, já que, sem a polinização, não há reprodução da cadeia produtiva, as flores não vão reproduzir, elas não vão transferir o pólen de forma eficiente. Todo alimento que a gente tem no mundo e mais de 90% daquilo que a gente tem no Brasil é polinizado pelas abelhas”, completa.

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