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BH proíbe novamente público em jogos de futebol

Aglomerações de pessoas sem máscaras levaram o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), a fechar novamente os estádios. Mas adiantou que irá reabrir se a situação da pandemia melhorar

23 de ago de 2021

O prefeito Alexandre Kalil: “Decidimos que o futebol merecia uma chance, nós chamamos o clube para colocar os protocolos, que, infelizmente, deu no que deu”

As aglomerações e o desrespeito às regras de distanciamento para evitar a disseminação da covid-19, durante jogos de futebol realizados na semana passada, levaram o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), a proibir novamente a abertura dos estádios para o público. Durante coletiva de imprensa na manhã de segunda-feira (23) ele esclareceu as razões da nova proibição e disse que novas liberações irão depender dos números de casos em Belo Horizonte e da observação e estudo de protocolos de distanciamento, que estão sendo revistos pela Prefeitura e pelo Comitê de Acompanhamento após os eventos-testes.

Durante a entrevista, o prefeito prometeu esforços para uma nova liberação do público, caso os indicadores da pandemia permitam. E o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, adiantou que utilizará os impactos dos dois jogos de futebol realizados neste último teste, para avaliar se poderá haver uma nova liberação das torcidas para a partida entre Atlético-MG e Palmeiras, na semifinal da Libertadores, em 29 de setembro, no Mineirão.

“Nós temos um cadastro de todos os frequentadores do estádio nos dois eventos, pelo menos foi uma das exigências que fizemos. Então, vamos conseguir, nas próximas duas a três semanas, comparar o CPF de quem está internado, doente, ou que testou positivo com o CPF de quem estava no estádio. É óbvio que, se não houver impacto, podemos liberar de novo para o jogo do dia 29, com mais ou menos público”, explicou o gestor da Saúde de BH.

Além da análise dos dados de eventuais internações, a Prefeitura investigará todos os testes de covid-19 entregues pelos torcedores para ingressar nas partidas da semana passada. “Vamos conseguir auditar os testes, saber se foram fidedignos e responsabilizar aqueles que porventura não tenham cumprido o protocolo como deveriam”, disse Machado.

O prefeito Alexandre Kalil eximiu de culpa os clubes em relação à decisão de permitir a volta das torcidas aos jogos, ao afirmar que não houve nenhuma solicitação das agremiações para a reabertura dos estádios. Kalil explicou que a liberação do público foi um pedido dele ao Comitê de Enfrentamento à covid-19 e que não houve pedido de dirigentes de clubes pela reabertura. “As torcidas e a população têm que saber que nós abrimos o futebol unilateralmente. Depois que nós decidimos que o futebol merecia uma chance, nós chamamos o clube para colocar os protocolos, que, infelizmente, deu no que deu”, afirmou o prefeito.

De acordo com ele, antes da partida disputada pelo Cruzeiro, os protocolos foram revistos e houve mais fiscalização. No entanto, disse, a tentativa “fracassou novamente”. Ele explicou que o fechamento dos estádios é temporário e justificou a tentativa de reabertura. “É uma atitude que nós tentamos, antes do Brasil todo, com a boa fé de aproveitar a boa fase do Atlético e a recuperação do Cruzeiro e do América. A gente sabe o que é o calor humano dentro do estádio”, explicou o prefeito.

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