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Campo Grande é citada como exemplo no combate à epidemia

Administrada pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), a capital do Mato Grosso do Sul tem baixo índice de contaminação e é apontada como caso de sucesso no enfrentamento ao coronavírus

09 de jun de 2020

O prefeito Marquinhos Trad

Administrada pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul, vem sendo apontada como exemplo de gestão da crise criada pela proliferação do novo coronavírus. Já confirmada como uma das capitais estaduais do Brasil com o menores índices de casos da doença, a cidade mostrada na segunda-feira (8), em reportagem do jornal mineiro Estado de Minas, como um caso de sucesso.

De acordo com o jornal de Belo Horizonte, o governo do Mato Grosso do Sul havia registrado até domingo (7) 2.253 pacientes infectados pela covid-19 com 21 mortes. Campo Grande, por sua vez, tinha apenas 354 registros confirmados e contava oito mortos, conforme o balanço da sexta-feira anterior.

Ao contar os caminhos que levaram a esse bom resultado, o jornal lembra que combate à pandemia começou por meio de um alerta do então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em fevereiro. Mandetta, primo de primeiro grau do prefeito da capital do Mato Grosso do Sul, Marquinhos Trad, avisou sobre a gravidade do coronavírus. Trad, por sua vez, instituiu um plano municipal de enfrentamento ao coronavírus.

“No dia 14 de março, Campo Grande foi a primeira capital a fechar todo o comércio e suspender todas as aulas nos municípios. Fechamos shoppings, escolas, academias, camelódromos e proibimos funcionários acima de 60 anos, limitamos transporte coletivo para agentes de saúde pública e particular. Fechamos todas as construções e todos os templos religiosos”, contou Trad ao Estado de Minas.

O lockdown (expressão inglesa para o fechamento mais rigoroso) durou quase 20 dias. Parte do comércio foi reaberto com regras sanitárias em 4 de abril. Houve uma segunda etapa no dia 17 do mesmo mês, com a retomada de shoppings, academias, entre outras atividades.

Durante o tempo em que os estabelecimentos ficaram de portas fechadas, a Prefeitura de Campo Grande atuou em três vertentes: na compra de equipamentos de proteção individual; no aumento do número de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs), além da contratação de mais funcionários para a área da saúde. “A partir daí, começamos a enfrentar a pandemia, criando regras para não matar a economia. Começamos a não afrouxar e não flexibilizar, mas reabrir determinados setores com regramento e apresentação de projetos de contenção de risco e de planos de biossegurança assinados por profissionais da vigilância sanitária, médicos e infectologistas”, destaca o prefeito.

Planos de restrições são revisados semanalmente pela administração municipal. Entre as regras para o comércio, como por exemplo, o setor varejista, shoppings, academias e templos religiosos, está a limitação da capacidade de atendimento de pessoas em 30% dentro desses espaços. Fiscalização é feita pela prefeitura e a Guarda Municipal.

O terminal rodoviário da cidade funcionou inicialmente apenas para o transporte intermunicipal. Numa etapa posterior, foi fechado devido à alta velocidade de contágio constatada no interior nos últimos dias. “A concessionária não estava aferindo a temperatura de passageiros que desembarcavam na nossa cidade”, afirmou Trad, que usou como exemplo Dourados, segundo maior município de Mato Grosso do Sul, que tem 571 casos confirmados de coronavírus.

Os testes na cidade são feitos por amostragem. O isolamento atende aos resultados obtidos. “Estamos fazendo barreiras sanitárias nas cinco entradas da cidade e fazendo blitzes nas sete regiões urbanas e nas duas regiões rurais de nossa cidade. Temos um drive-thru. A gente escolhe bairros, cujos isolamentos sociais são monitorados pela tecnologia. Lá nesses bairros fazemos uma amostragem de 30 testes. Se der um positivo a gente já faz o isolamento completo”, contou Marquinhos Trad.

Na segunda-feira (8), cerca de 111 mil alunos da rede municipal voltaram às aulas por meio remoto. Os estudantes assistem aos conteúdos pela televisão. Já o retorno das instituições privadas, de acordo com o prefeito, está marcado para 1º de julho, desde que o índice de ocupação de leitos em Campo Grande não passe dos 50%. Está em 6,4%. Ao todo, há 93,4% de leitos vazios na cidade.

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