
O prefeito Marquinhos Trad: medida foi decidida em conjunto com o Ministério Público Estadual, Associação Comercial e Industrial de Campo Grande
Para evitar o lockdown na cidade, ainda pressionada por um elevado número de casos de covid-19, o prefeito de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, Marquinhos Trad (PSD) definiu nesta terça-feira (11) que fica proibido o consumo de bebidas alcoólicas em bares ou qualquer local de acesso público até o próximo domingo (16).
Ao Jornal Midiamax, Marquinhos Trad ressaltou que “não precisa fechar o bar, podem vender sim. Só não poderá consumir no local”. O novo decreto foi elaborado após reunião com o MPE (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul). O prefeito informou que está é “uma das medidas decididas pelo juiz e do MPE e Defensoria para que não tenhamos medidas mais restritivas, como lockdown”.
Conforme informou a Prefeitura, o decreto que define a nova regra será publicado em Diário Oficial e ‘’se encaixa para locais de comercialização como conveniências, bares, lanchonetes, restaurantes, entre outros’’.
A medida foi decidida em conjunto com o Ministério Público Estadual, Associação Comercial e Industrial de Campo Grande com o objetivo de endurecer as regras para quem desrespeita o isolamento social. Além do novo decreto, ficou definida a intensificação das fiscalizações e permanência do Toque de Recolher das 21h às 5h.
A decisão do prefeito tem o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande, que embora se mostre radicalmente contra o lockdown, é a favor da lei seca. Segundo o presidente da entidade, Adelaido Vila, para frear o avanço da doença, basta conscientizar a população e dificultar o acesso à bebida alcoólica. Na visão da entidade, nos dois finais de semana em que houve um ‘minilockdown’, eles identificaram que os trabalhadores que ficaram em casa nos dois sábados, fizeram festas com bebidas e isso aumentou mais o risco de contaminação em massa do que estarem trabalhando.
Conforme a Divisão de Monitoramento Hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), no final da tarde de domingo (9) a ocupação das unidades de tratamento intensivo no município estava em 84%. Isso significa que dos 290 leitos disponíveis, 245 estavam ocupados, com 45 vagos.
A Prefeitura de Campo Grande, em parceria com o Governo do Estado, disponibilizou na segunda-feira (10) mais 10 leitos de UTI no Hospital Adventista do Pênfigo. Desde o início da pandemia, em março deste ano, Campo Grande adotou uma série de medidas prevendo a possibilidade de aumento significativo de casos e eventual sobrecarga no serviço público de saúde. Nos últimos quatro meses, o município ampliou em 154% a quantidade de leitos de UTI na rede pública, privada e filantrópica, saindo de 116 para 295.
Os novos leitos de UTI asseguram a assistência adequada ao paciente em estado grave e contribui para manter a estabilidade na taxa de ocupação de leitos críticos no município.