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COVID-19

Casos aumentam e BH interrompe a flexibilização

Com aumento na ocupação de leitos, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou que a capital mineira não avança esta semana para a fase seguinte do processo de reabertura do comércio

15 de jun de 2020

O prefeito Alexandre Kalil

Mesmo estando entre as capitais estaduais com menor índice de casos confirmados de covid-19, Belo Horizonte decidiu usar cautela no processo de flexibilização das medidas adotadas para reduzir a circulação de pessoas na cidade. De acordo com o prefeito Alexandre Kalil (PSD), o aumento expressivo de casos confirmados da covid-19 no interior do Estado e a oscilação na ocupação de leitos na capital destinado ao atendimento de pacientes com a doença exigiram ainda mais cuidado no processo de reabertura gradual do comércio. Até domingo (14), BH tinha 3.358 casos confirmados e 67 mortes provocadas pela doença.

Diante desse cenário, a Prefeitura, juntamente com o Comitê de Enfrentamento à Epidemia da covid-19, decidiu por não avançar para a fase 3 de flexibilização, mantendo reabertos somente aqueles estabelecimentos autorizados a funcionar nas fases de controle 1 e 2.

A definição foi baseada nos resultados do 5º Boletim de Monitoramento, que apresenta nível de alerta geral vermelho. No documento divulgado na sexta-feira (12) consta que o indicador de transmissão Rt demonstra que a epidemia está em expansão e a taxa de ocupação dos leitos de UTI oscilou durante a semana, permanecendo no alerta vermelho.

Kalil afirmou que, com a flexibilização, o fluxo de passageiros nos ônibus de Belo Horizonte passou de 30 mil pessoas para 520 mil por semana. Isso contribuiu para a taxa de transmissão chegar a 1,3 por pessoa, atingindo o nível vermelho, mas a taxa já apresentou queda e retomou ao nível amarelo.

Ele informou ainda que vai conversar com todos os setores da economia que ainda não foram contemplados com a flexibilização para discutir a reabertura. Uma agenda deve ser apresentada nos próximos dias.

Atenção

Os leitos de enfermaria apresentam aumento de ocupação que merece atenção, mas sem comprometer a capacidade de atendimento. A velocidade de transmissão (1,19) registrou um aumento em relação ao apurado na semana anterior (1,07). A ocupação de leitos de UTI vem crescendo e está em 74%. Assim, recomenda-se a interrupção da progressão das fases de reabertura das atividades econômicas nos próximos sete dias.

Contudo, foi destacado que 92% das atividades estão em funcionamento na cidade e que o diálogo com os setores ainda não contemplados nas fases de reabertura até o momento permanece.

A Prefeitura continuará avaliando os dados diariamente, incluindo o índice de isolamento e a movimentação de pessoas no transporte coletivo, bem como o fluxo de veículos na cidade, para compreender melhor a dinâmica de contágio com a reabertura gradual. Além disso, os impactos da fase 2 só serão perceptíveis nos próximos dias, já que o período de incubação da doença é de cerca de 14 dias. Conforme cronograma, um novo boletim será divulgado na sexta-feira que vem, dia 19.

Índice de Isolamento

Nos três primeiros dias dessa terceira semana de reabertura gradual das atividades na cidade (entre 8 e 10 de junho), não foram identificadas mudanças significativas no Índice de Isolamento. O índice médio apurado nessa semana se manteve em torno de 47%, mesma média registrada na semana anterior, com mínima de 46,5%. Na comparação com a semana anterior ao início da reabertura (18 a 22 de maio), a média semanal do índice de isolamento caiu um ponto percentual, de 48% para 47%.

No transporte coletivo da capital foi registrado, nos três primeiros dias desta semana, um aumento médio de 28 mil passageiros/dia na comparação com a semana anterior, que representou um aumento de 5,8%. Desde o início da reabertura houve um incremento médio de 93 mil passageiros transportados por dia, o que representou um aumento de 22% da demanda, sinalizando que, de forma conjunta com a redução do isolamento, demandam a necessidade de monitoramento dos seus reflexos nos demais indicadores da pandemia.

A Prefeitura de Belo Horizonte destaca que as medidas de distanciamento social, uso de máscaras, lavagem das mãos e redução de contatos e conversas em locais públicos devem continuar. É recomendado que as pessoas saiam de suas casas somente se for estritamente necessário e evitem ficar circulando pelas ruas e comércios sem objetivo específico.

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