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Colombo cobra controle de caixa e maior fiscalização

Governador de Santa Catarina reúne secretariado e apresenta proposta de novo modelo de gestão no Estado

09 de jan de 2015

Um novo modelo de gestão, com o controle constante e detalhado do caixa de todas as secretarias de Estado e a rigorosa fiscalização das obras em andamento. A proposta foi mostrada pelo governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, do PSD, ao seu secretariado, no encontro realizado em Lages nesta sexta-feira.

A ideia que inspirou o modelo apresentado pelo governador veio do livro de autoria do empresário americano Lee Iacocca, no qual ele conta como reergueu a montadora Chrysler de sua mais grave crise financeira. Colombo aplicou o conceito quando foi prefeito de Lages e, agora, com ajuda do secretariado, ampliou a proposta para a estrutura de todo o Governo do Estado. O diretor financeiro de cada pasta será uma peça-chave no processo de implantação do novo modelo.

“Todas as áreas da administração direta terão que mensalmente realizar uma prestação de contas com seus custos fixos, o que envolve, principalmente, a folha de pessoal”, anunciou Colombo. Além disso, serão discutidas as despesas variáveis, que incluem todos os contratos, e a programação dos investimentos do setor. “Mensalmente vamos ver o que dá para diminuir no custeio, o que podemos cancelar nas variáveis e o que podemos aumentar nos investimentos”, disse ele. “É um processo que vai motivando e integrando toda a equipe, com um resultado extraordinário. É uma mudança profunda, não é simples, mas estamos determinados. É essencial para melhorar a qualidade da nossa gestão”, explicou.

Colombo destaca a importância do novo modelo mesmo com as contas do governo do Estado equilibradas. “Temos grandes desafios pela frente. É preciso muito preparo e trabalho em conjunto, com cada um de nós oferecendo o que temos de melhor”, diz o governador. “O cenário é desafiador; o Brasil melhorou muito nos últimos anos, mas nesse período aumentou também a exigência da população, por isso precisamos atender essas novas demandas no nível que a sociedade exige”, disse.

A preocupação com o eventual reflexo do ajuste fiscal do governo federal em uma possível alta de impostos também preocupa Colombo. “Precisamos estar preparados para não punir a sociedade”, avaliou o governador. “Temos que continuar prestando serviços de qualidade e por isso devemos reduzir o custeio”, afirmou.

O Governo do Estado também está finalizando um projeto que será apresentado à Assembleia Legislativa em fevereiro. Prevê, entre outras ações, a redução de cargos comissionados no executivo catarinense. “É preciso repensar o modelo”, diz Colombo. “Um ciclo terminou e outro ainda não nasceu. Podemos fazer um governo revolucionário, que de fato contribua para esse novo modelo e melhore a qualidade de vida da nossa população”.

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