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ELEIÇÕES 2018

Colombo deixa o governo para se lançar ao Senado

Raimundo Colombo (PSD) entrega sua carta de renúncia ao Governo de Santa Catarina e fala sobre seu projeto de candidatar-se ao cargo de senador nas eleições deste ano

06 de abr de 2018 · #raimundocolombo

Sobre os resultados de sua gestão à frente do Estado, Colombo lembrou que a maior conquista foi vencer a crise econômica

Edição: Scriptum

Para buscar seu objetivo de candidatar-se a senador nas eleições deste ano, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), entregou na tarde de quinta-feira (5) sua carta de renúncia. “Eu já tinha me preparado para essa decisão (de renunciar para disputar as eleições), estava pronta dentro de mim, acho que é a melhor forma de contribuir”, disse Colombo ao entregar a carta ao presidente da Assembleia Legislativa, Aldo Schneider (PMDB), a carta em que renuncia ao mandato após sete anos à frente do Executivo catarinense. A renúncia passou a valer a partir das 10 horas desta sexta, quando Eduardo Pinho Moreira (PMDB) assume de forma definitiva.

Colombo admitiu depois ter uma sensação de alívio ao deixar as pressões do cargo de governador. Acompanhado por lideranças do PSD, ele reiterou sua disposição para a candidatura ao Senado. “Como partidário, sonho que meu partido tenha candidato a governador e o Gelson Merísio é o candidato, quero que ele se fortaleça e que possa formar um projeto ideal partidário. Evidentemente que vai chegar o momento, e não é agora nem a curto prazo, mas sim próximo das convenções, em que vai ter um grande diálogo de todas as lideranças para o melhor projeto para Santa Catarina”, disse.

Sobre os resultados de sua gestão à frente do Estado, Colombo lembrou que “a maior conquista foi vencer a crise, que foi muito dura, a maioria dos Estados ficou desarrumada e Santa Catarina foi o que melhor passou a crise. E a maior dificuldade foi na segurança pública, com os ataques a ônibus, a chegada do crime organizado. Foi um desafio para toda a sociedade.”.

Neste sábado (7), em Lages, no interior do Estado, será realizado ato para comemorar os sete anos de Raimundo Colombo no governo e também lançar a pré-candidatura do pessedista ao Senado. São esperadas pelo menos 1,5 mil pessoas no evento, incluindo o governador Pinho Moreira, que deve fazer um rápido discurso no início do encontro.

Logo após entregar a carta de renúncia, Colombo concedeu coletiva à imprensa. Confira alguns trechos publicados pelo jornal Diário Catarinense:

O senhor ainda sonha com uma coligação PSD e PMDB para fortalecer a sua candidatura ao Senado?

A verdade é que ninguém é dono de coligação, ela nasce e se fortalece dentro de um conceito que ela é preparada. Não existe dono, ninguém vai impor sua vontade. Sou um homem democrático, vou fazer aquilo que a maioria dos nossos líderes entenderem e se eu também entender que é o melhor projeto para SC. Não impeço nenhuma aliança e não forço nenhuma aliança. A verdadeira aliança é aquela que nasce natural. E acredito que isso vai acontecer como sempre aconteceu. Ninguém tem uma coligação pronta e não sabe com quem estará. O processo pluripartidário brasileiro tem sido assim. Claro que há posicionamentos e vão ser tratados dentro do partido.

Por ser tratado como um governo de continuidade PSD-PMDB, o senhor fez algum pedido especial para o Pinho Moreira nesse mandato dele?

Não. Administrativamente, de fato peço e pedi pelo Fundam II. É uma questão que entendo que fortalece o modelo catarinense, é importante que seja feito. O Fundam I foi um grande sucesso, não há como negar, os números de SC comprovam. Entendo que é um modelo de desconcentração de recursos que deve continuar e ser aperfeiçoado.

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