
O prefeito Vaguinho Espíndola: grupo de trabalho multidisciplinar vai mapear, cadastrar e monitorar em tempo real os casos de pessoas em situação de rua
Edição Scriptum com Prefeitura de Criciúma
Após ter passado pela experiência de se disfarçar e viver como um morador de rua por cerca de 20 horas, o prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PSD), vai ampliar o tratamento contra a dependência química, o acolhimento e o atendimento às pessoas que enfrentam essa situação no município do Sul de Santa Catarina. “É importante estar próximo da população e entender a fundo a realidade dos cidadãos para adotarmos medidas cada vez mais assertivas e eficientes. Criciúma acolhe bem as pessoas em situação de rua, mas agora vai agir com mais presença, mais segurança e, quando necessário, com medidas firmes. Sempre com responsabilidade e amparo legal”, explica o prefeito.
Entre as ações anunciadas pela prefeitura está o envio para a Câmara Municipal de um projeto de lei para a regulamentação da internação involuntária em casos específicos de dependência química. De acordo com a proposta da administração municipal, a medida seria adotada quando houver recusa ao tratamento voluntário ou riscos à integridade do usuário de drogas em situação de rua ou de terceiros. A prefeitura também pretende ampliar o número de vagas disponibilizadas para o tratamento de dependentes químicos na cidade.
Um grupo de trabalho multidisciplinar vai avaliar a criação de um Observatório Municipal para mapear, cadastrar e monitorar em tempo real os casos de pessoas em situação de rua. Além disso, a administração vai criar mais uma equipe para a abordagem social.
A secretária municipal de Assistência Social, Dudi Sônego, destacou a importância das medidas adotadas pela prefeitura. “Com a ampliação da nossa equipe técnica, vamos poder acompanhar com mais efetividade as pessoas nas ruas e em tratamento, posteriormente encaminhando para as suas famílias e para oportunidades de emprego. O aumento das vagas para tratamento e a possibilidade da internação involuntária nos casos de risco também devem auxiliar nisso. São ações que impactam a saúde dessas pessoas, a segurança da cidade e o mercado de trabalho.”