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Curitiba é campeã em mobilidade social do Brasil

O prefeito Eduardo Pimentel (PSD) destaca o bom resultado dos investimentos sociais na cidade

03 de jun de 2025

Em Curitiba, mais da metade das pessoas (55,9%) têm chance de superar a condição dos pais em pelo menos 10 pontos percentuais.

Edição Scriptum com Prefeitura de Curitiba

O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), comemorou a conquista da capital paranaense registrada no Atlas da Mobilidade Social Brasil, lançado no domingo (1) pelo Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). De acordo com a publicação, Curitiba é a capital com maior índice de mobilidade social no Brasil. O estudo aponta que 58,9% curitibanos nascidos entre 1983 e 1990 nas famílias com menor renda na cidade se tornaram adultos que subiram aos 50% da população com maior renda.

“O levantamento confirma que os investimentos da Prefeitura em Educação, Saúde, Trabalho têm impacto direto na renda da população e uma melhoria nas condições de vida ao longo dos anos. Nossa gestão tem trabalhado ainda mais para que esse índice de mobilidade social se estenda à atual e às próximas gerações, avançando continuamente com a criação de novos empregos, apoio ao empreendedorismo e atração de empresas para Curitiba, reduzir ainda mais as desigualdades”, disse o prefeito.

O Atlas da Mobilidade Social Brasil conclui que quase seis entre dez curitibanos da parcela menos abastada de Curitiba e que eram crianças ou adolescentes entre 2006 e 2010 se tornaram, entre 2015 e 2019, adultos com uma situação social melhor que a dos pais. Em escala nacional, apenas três a cada dez brasileiros (33,3%) conseguiram o mesmo resultado.

O estudo do IMDS também apontou que, em Curitiba, mais da metade das pessoas (55,9%) têm chance de superar a condição dos pais em pelo menos 10 pontos percentuais. Na avaliação nacional menos da metade das pessoas mais pobres (49%) têm o mesmo êxito.

Classe média

As informações da análise feita no Atlas da Mobilidade Social vão ao encontro de outra pesquisa recém-publicada, a da “Classes de Renda no Rio”, elaborado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), que confirma o crescimento das classes de maior renda e redução dos estratos mais pobres em Curitiba, sendo a capital com maior participação da classe C do País, com 40,9% da população na classe média.

Em outro recorte sobre o nível de ascensão social, o Atlas mensurou que 2,62% dos nascidos entre as famílias mais pobres em Curitiba subiram para o grupo dos 10% mais ricos da cidade. Esse percentual é o terceiro melhor entre as capitais brasileiras e primeiro entre as capitais do Sul – Florianópolis tem 2,1% dos filhos de famílias pobres que ascenderam aos 25% mais ricos e Porto Alegre (RS), 1,3%.

Goiânia (GO) e Brasília (DF) tiveram melhor resultado que Curitiba nessa comparação, com 3% e 2,8%, respectivamente. As duas cidades, contudo, ficaram atrás da capital paranaense no percentual que avalia a passagem, entre gerações, dos filhos de famílias da metade mais pobre para a metade mais rica: 50,6% em Goiânia; 46,7% em Brasília.

O levantamento também apontou que a capital paranaense possibilita mais amplitude na ascensão da mobilidade social: 17,4% dos nascidos entre 2006 e 2010 em Curitiba avançaram para o grupo dos 25% mais ricos da cidade.

Nacionalmente, apenas 10,8% das crianças e adolescentes mais pobres conseguiram, na vida adulta, chegar aos 25% mais abastados do País.

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