
Resultados foram apresentados em audiência pública na Câmara Municipal de Curitiba pelo secretário Vitor Puppi
Edição Scriptum com Prefeitura de Curitiba
No primeiro ano da gestão do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), a administração municipal ampliou receitas, controlou despesas, deu andamento ao maior ciclo de investimentos da sua história e encerrou o ano com as contas no azul, com um superávit primário de R$ 330 milhões. Com responsabilidade fiscal, o município reduziu a burocracia e ainda lançou um pacote de incentivos para revitalização do Centro.
Os resultados foram apresentados na manhã de quarta-feira (25), em audiência pública na Câmara Municipal de Curitiba, pelo secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi. “O primeiro ano sempre é um período de ajustes. Nós encaixamos o custeio do município novamente, liquidamos investimentos e restos a pagar. Agora temos maior eficiência na alocação dos recursos. Há muitas obras acontecendo, as operações de crédito que o município contraiu nos últimos anos estão todas aí na praça, estão rodando, isso exige do município contrapartidas também. Então, nós temos feito uma equação para equilibrar essas contrapartidas, garantir recursos para as obras públicas e ao mesmo tempo ter resultados positivos”, disse Puppi.
O secretário diz que 2026 será um ano de desafios, principalmente em função da Reforma Tributária, mas deverá ser novamente de resultados positivos para o município.
Menos burocracia
Durante a audiência, o secretário fez um resumo do programa Facilita Mais, que reduziu a burocracia para empreendedores, com o aumento de 606 para 1,2 mil o número de atividades consideradas de baixo risco, o que posicionou a capital como referência nacional em bom ambiente de negócios para empreendedores.
Outro tema analisado foi o pacote inédito de incentivos fiscais, construtivos e econômicos para impulsionar a revitalização do Centro. O projeto, que integra o programa Curitiba de Volta ao no Centro, prevê investimentos de até R$ 163 milhões até 2032 para estimular o retrofit de prédios, o restauro de imóveis históricos, a habitação popular e o fortalecimento do comércio e da cultura na região central. O programa prevê zerar impostos, promover remissão de débitos e, por meio de subvenção, custear até 50% dos investimentos em projetos na região.
Durante a apresentação aos vereadores, Puppi lembrou a nota A+ em Capacidade de Pagamento (Capag) que a Prefeitura de Curitiba recebeu no último dia 15 de setembro do Tesouro Nacional, em Brasília. Esse reconhecimento é dado a cidades que cuidam bem do dinheiro público, gastam com responsabilidade e mantêm as contas em dia.
Um dos principais indicadores financeiros dos entes da federação, a nota reflete a situação fiscal sob o ponto de vista de endividamento, poupança corrente e liquidez. Apenas outras sete capitais conseguiram a nota A do Tesouro Nacional.
Com a nota A+, Curitiba tem o aval da União em financiamentos, pode conseguir empréstimos com juros mais baixos, fazer parcerias com o governo federal e com bancos internacionais — o que ajuda a trazer mais dinheiro para todas as áreas, da saúde à educação, do transporte à habitação e à segurança.