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De olho no futuro, Curitiba aposta no hidrogênio

O prefeito Eduardo Pimentel (PSD) fala sobre parceria para produzir o combustível na cidade

17 de out de 2025

Eduardo Pimentel afirmou que a Prefeitura de Curitiba também será parceira do projeto e quer apoiar mais essa iniciativa verde na cidade.

Edição Scriptum com Prefeitura de Curitiba

No processo para utilizar cada vez menos energias poluentes, Curitiba já está eletrificando sua frota de ônibus urbanos. E, segundo o prefeito Eduardo Pimentel (PSD), está também pensando ainda mais à frente, quando o transporte coletivo vai usar hidrogênio como combustível. Foi com essa visão que Pimentel participou na sexta-feira (17) da inauguração do B2H2 – Planta Piloto de Hidrogênio Renovável no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Eduardo Pimentel adiantou que a Prefeitura de Curitiba também será parceira do projeto e quer apoiar mais essa iniciativa verde na cidade. O projeto tem como inovação não utilizar água na produção do hidrogênio e está usando os rejeitos e resíduos do restaurante universitário para geração da energia.

O prefeito explicou para a plateia que acompanhou o evento, entre especialistas de energia, estudantes e professores, que Curitiba está passando pela nova concessão do transporte público e que o uso de energias menos poluentes, para reduzir as emissões de carbono, é o grande avanço deste processo.

“Teremos mais de 200 ônibus elétricos na frota, incluindo todos os biarticulados com a nova concessão. Mas tem um futuro muito breve que se avizinha, que é o transporte coletivo por hidrogênio. Isso é o futuro e por isso estamos aqui, para dizer que a Prefeitura de Curitiba estará junto com as universidades para essa busca do hidrogênio verde renovável na nossa cidade”, disse Eduardo Pimentel.

A proposta é usar o biogás gerado em uma estação de tratamento de esgoto para produzir hidrogênio renovável de baixa emissão de carbono. O biogás proveniente de uma estação de tratamento de esgoto é transportado e convertido em gás de síntese.

O hidrogênio é separado desse gás de síntese, purificado e caracterizado como hidrogênio de baixa emissão de carbono, sendo destinado a aplicações estratégicas no ecossistema de Curitiba, dentre as quais se destaca a produção de peróxido de hidrogênio, que no processo atual utiliza hidrogênio não renovável.

Consórcio

O consórcio é liderado pela Copel Geração e Transmissão (Copel GT) e tem a participação das empresas Sanepar, Compagas, Peróxidos do Brasil, Gas Futuro e outras instituições de ensino e pesquisa como a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), CIBiogás, Fundação Parque Tecnológico Itaipu-Brasil, Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Hidrogênio (Napi Hidrogênio).

Segundo o coordenador do projeto B2H2 da UFPR, professor Elton José Alves, o projeto já está sendo desenvolvido há mais de dez anos e é uma tecnologia de ponta que está em uso e que pode ajudar muito a cidade de Curitiba. “Esse projeto para a Prefeitura de Curitiba, para o município e para o Estado do Paraná é muito relevante e nós gostaríamos de replicar. Aumentar a escala e quem sabe Curitiba ser a grande capital não só da inovação, mas da inovação na produção de hidrogênio renovável no Brasil e no mundo”, afirmou o professor.

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