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ESTADOS

Eduardo Leite amplia restauração de escolas gaúchas

Obras qualificam estruturas históricas do Rio Grande do Sul e preservam a memória educacional

26 de fev de 2026

Colégio Félix da Cunha, em Pelotas: casarão assobradado representava um período de bonança do município

Edição Scriptum com Governo do Rio Grande do Sul

Com o objetivo de valorizar cada vez mais a educação no Estado, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), adotou como uma de suas linhas de atuação no campo educacional o investimento na recuperação e manutenção de prédios históricos que abrigam salas de aula onde foram formadas gerações de gaúchos ao longo dos anos.

Com isso, prédios de muita beleza arquitetônica e valor histórico vêm renascendo em muitos municípios da capital e do interior do Estado. Em Pelotas, por exemplo, um dos edifícios restaurados foi o do IE Assis Brasil, construído em 1942 no estilo art déco, que ganhou novas cores. Na semana passada, a escola foi palco da cerimônia de abertura do ano letivo na cidade, que teve a presença do governador e de secretários estaduais.

Ainda no município, outra escola de grande importância está sendo restaurada: o Colégio Estadual Félix da Cunha. Fundado em 1913, tendo o escritor Simões Lopes Neto como orador da cerimônia inaugural, a instituição chegou ao atual endereço em 1944, ocupando o antigo palacete da família Ribas.

Construído em estilo eclético entre 1907 e 1908 e comprado pelo Estado em 1952, o casarão assobradado representava um período de bonança do município. Nos últimos anos, porém, exibia sinais de abandono e deterioração, resultado do longo período em que o Estado não conseguia manter a infraestrutura de suas escolas. A escadaria principal e algumas salas acabaram interditadas, e apenas alguns espaços permaneceram usados para as atividades administrativas.

Com a recuperação da capacidade de investimentos do governo gaúcho, promovida pela atual gestão, o C.E. Félix da Cunha começou a ser restaurado. Mais de R$ 1 milhão foram destinados à escola desde 2023. As intervenções em execução começaram em setembro do ano passado e incluem a retirada da laje e o lixamento e pintura das portas e grades, além da revitalização da fachada, que retorna sua beleza original. Até o fim do ano, ainda estão previstos o reforço estrutural e melhorias na cobertura, permitindo que o prédio volte a ser utilizado.

Uma das principais obras da Educação na gestão Leite foi a reinauguração do IE General Flores da Cunha, em Porto Alegre. Após uma década de obras iniciadas e posteriormente interrompidas, o IE, como é conhecido, voltou a abrir as portas aos alunos em fevereiro de 2024, após receber R$ 23,4 milhões do Estado.

O prédio, inaugurado em 1935, é tombado pelo patrimônio municipal de Porto Alegre desde 1997, como parte do Parque Farroupilha, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) desde 2006.

Localizado junto ao Palácio Piratini, no Centro Histórico da capital, o edifício centenário do C.E. Paula Soares também está recuperando sua arquitetura original. Construída em 1918, a edificação recebe R$ 4,9 milhões para uma completa renovação.

Novas obras

As obras se espalham pelo Rio Grande do Sul. Em Alegrete, o governo destinou R$ 3 milhões para o I.E. Oswaldo Aranha, na primeira intervenção estrutural de grande porte realizada na instituição desde a sua criação, em 1929. O prédio, que é dividido em dois blocos, e o ginásio passarão por uma recuperação completa, incluindo as instalações elétricas e hidrossanitárias, as esquadrias, a cobertura e as pinturas.

Na região Central do Estado, em Santa Maria, o I.E. Olavo Bilac recebeu R$ 7,2 milhões para melhorias. Desse valor, R$ 6,4 milhões garantem a revitalização de dois prédios tombados. Em intervenções anteriores, foram investidos R$ 827,4 mil. Com mais de 120 anos, a escola é composta por sete prédios, dos quais os dois mais antigos são tombados pelo Iphae desde 2013.

“O cenário de deterioração dessas escolas ficou para trás graças aos investimentos do governo estadual. Problemas estruturais, infiltrações, desgastes e instalações defasadas estão dando lugar a espaços mais seguros, modernos e resilientes, sem perder sua identidade histórica e reforçando a sua importância para a comunidade local”, afirma a secretária estadual de Obras Públicas, Izabel Matte.

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