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ESTADOS

Eduardo Leite quer rede contra a violência de gênero

Governador do Rio Grande do Sul defende políticas públicas de proteção às mulheres

14 de nov de 2025

O governador Eduardo Leite: “A violência doméstica pode ser percebida em locais como o posto de saúde ou nas escolas, por exemplo, e devemos estar atentos a isso”

Edição Scriptum com Governo do Rio Grande do Sul

Ao participar da abertura oficial do 1º Encontro Estadual de Mulheres para o Mundo – Redes de Proteção da Mulher, promovido pelo governo gaúcho, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou que a causa deve ser um compromisso de toda a estrutura do governo e da sociedade. “Precisamos de uma rede capaz de antecipar os fatos. A violência doméstica pode ser percebida em locais como o posto de saúde ou nas escolas, por exemplo, e devemos estar atentos a isso. É preciso saber escutar as pessoas e esse é um evento de escuta”, afirmou o governador.

Leite também ressaltou a forte presença das mulheres na composição do secretariado gaúcho e disse que essa movimentação demonstra que a mulher pode ocupar plenamente espaços estratégicos. “É papel do governo construir políticas públicas e dar exemplos”, pontuou.

Mais de 350 pessoas se inscreveram para o evento, representando aproximadamente 100 cidades de todo o Rio Grande do Sul. O evento tem como objetivo discutir as políticas desenvolvidas pelos municípios em prol da proteção das mulheres e do enfrentamento à violência doméstica. A iniciativa é dedicada também a profissionais dos Centros de Referência da Mulher (CRMs) e técnicos que atuam em programas alinhados a essa agenda.

Política de Estado

A titular da Secretaria gaúcha de Defesa da Mulher (SDM), Fábia Richter, destacou que o evento busca entender a rede de proteção para construir uma política de Estado e preparar a sociedade para as festas de final de ano. “Este é um momento para dialogarmos com todas as instituições sobre a prevenção ao feminicídio. Cada pessoa tem um papel essencial nesse trabalho. Reforçamos também a importância dos municípios, porque é por meio deles que as políticas chegam na vida das mulheres. Precisamos olhar para as macrorregiões e mapear a violência antes da polícia, pois não queremos ter um final de ano sangrento como na Páscoa”, comentou.

Com a criação da SDM, em agosto de 2025, pelo governador Eduardo Leite, a agenda da mulher ganhou protagonismo na estrutura administrativa do Rio Grande do Sul. A nova pasta representa um avanço no compromisso do governo com a equidade, a proteção e a autonomia feminina.

Uma das primeiras medidas da SDM foi dar celeridade ao processo de implementação das unidades da Casa da Mulher Brasileira (CMB) em Porto Alegre e em Caxias. Somente em 2025, por meio de diversas secretarias, foram destinados R$ 191,5 milhões para ações exclusivas ou majoritariamente voltadas às mulheres.

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