
O prefeito Alexandre Kalil: “Agora, nós vamos monitorar todos os números”
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou na terça-feira (9) que as próximas fases de reabertura do comércio na capital mineira poderão ser mais lentas do que se pensava inicialmente. A flexibilização do isolamento social na capital deveria ocorrer em quatro fases. A primeira foi no dia 25 de maio e a segunda na última segunda-feira (8). “Provavelmente, a abertura agora vai ter que esperar um pouco mais. Já abrimos há quinze dias, e, nesta semana. Agora, nós vamos monitorar todos os números”, disse.
A preocupação e com a ocupação de leitos na cidade. A taxa de ocupação de leitos de UTI para atendimento específico a pacientes com covid-19 subiu de 48% no dia 25 de maio, quando foi autorizada pela primeira vez a reabertura de parte do comércio na cidade, a 72%, no domingo (7). A ocupação de leitos de enfermaria também aumentou de 38% para 53% no mesmo período.
Para o prefeito, o aumento era esperado. “Este é o resultado da abertura dos 14 dias atrás. Mas está absolutamente sob controle. Estamos controlando. É muito difícil, uma luta diária”, afirmou o prefeito.
O prefeito disse que o número de mortes em BH está estável e que, todas as vítimas que procuraram hospitais pelo SUS tiveram assistência adequada. “Todos os que morreram tiveram o atendimento padrão, que a Itália não teve, Espanha não teve, Estados Unidos não teve, Rio e São Paulo também não. Aqui, ninguém ficou esperando por leito”, garantiu.
A gestão de Kalil vem atuando com muito cuidado na flexibilização das atividades econômicas. O próprio início da segunda etapa do processo, inicialmente previsto para o dia 1º de junho, foi adiado para o dia 8, em função da queda no isolamento social e da taxa de contaminação, que chegou a 1,24.
Ao anunciar a segunda etapa da flexibilização na última sexta-feira (5), o secretário municipal de Saúde, Jackson Pinto, disse que, na última semana, a taxa de contaminação caiu para 1,07 na capital. Além disso, a taxa de ocupação de leitos dedicados à Covid-19 estava em 64%. Estes dados, segundo ele, foram fundamentais para que a segunda etapa fosse aprovada. “Neste momento nós optamos por correr o risco porque as pessoas também precisam trabalhar”, disse o secretário.