01 de jul de 2026
· Alesp, câncer de próstata, Carreta da Saúde do Homem, Dirceu Dalben

O deputado Dirceu Dalben: “Grande desafio é romper a barreira do preconceito, a falta de informação, e facilitar o acesso dos homens aos exames”
Edição Scriptum com Assembleia Legislativa de São Paulo
O deputado estadual Dirceu Dalben (PSD) apresentou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o projeto de lei 324/2026, que institui o programa Carreta da Saúde do Homem. De acordo com o parlamentar, a proposta tem como objetivo ampliar o acesso a exames preventivos e ao diagnóstico precoce do câncer de próstata e de outras doenças relacionadas à saúde masculina, por meio de unidades móveis de atendimento. “Sabemos que o câncer de próstata é uma das principais causas de mortalidade masculina no Brasil, mas também sabemos que as chances de cura passam de 90% quando a doença é descoberta no início. O grande desafio histórico é romper a barreira do preconceito, a falta de informação, e facilitar o acesso dos homens aos exames, em um local acolhedor e bem-equipado”, explica Dalben.
O deputado lembra que a iniciativa segue modelos já consolidados no Estado, como o das carretas voltadas ao atendimento de mulheres, que ampliaram o diagnóstico precoce do câncer de mama. No caso dos homens, as carretas vão contar com médicos especialistas e uma estrutura completa para exames de PSA (que ajudam a identificar o câncer de próstata). Se a doença for diagnosticada, o paciente será encaminhado para o tratamento na rede pública de saúde.
O texto do projeto estabelece que as unidades móveis vão priorizar municípios com as menores ofertas de serviços especializados e regiões vulneráveis ou de difícil acesso. Além disso, o governo estadual poderá firmar parcerias com prefeituras, universidades e instituições públicas e privadas de saúde para ampliar o alcance dos atendimentos. “A saúde preventiva é o investimento mais inteligente e humano que o Estado pode fazer. Quando aproximamos os serviços das pessoas, diminuímos as filas nos hospitais de alta complexidade, reduzimos os gastos públicos e, acima de tudo, garantimos dignidade às pessoas”, ressalta Dalben.
Antes de ser votado no plenário, o projeto ainda será analisado pelas comissões de Saúde e de Finanças, Orçamento e Planejamento.