01 de jul de 2026
· Fábio Mitidieri, Sergipe, transplantes

Desde o início do serviço na rede de saúde pública, em janeiro de 2026, já foram realizados 23 transplantes, sendo 20 procedimentos renais e três hepáticos.
Edição Scriptum com Agência Sergipe de Notícias
Com investimentos e foco na melhoria dos processos, a gestão do governador de Sergipe Fábio Mitidieri (PSD) tem alcançado resultados expressivos em diversas áreas da rede de saúde pública estadual, como nos processos de doação e transplante de órgãos. Em janeiro de 2026, por exemplo, o Estado retomou o serviço de transplante renal com doador falecido, após 13 anos de inatividade, e iniciou, de forma inédita, a realização de transplantes hepáticos, fortalecendo a alta complexidade da rede estadual
Os primeiros transplantes hepáticos da história de Sergipe foram realizados, em maio, na Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (FBHC), por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Os avanços são resultado de um contrato firmado entre o governo estadual e a FBHC, com investimento anual superior a R$241 milhões, garantindo a realização de transplantes de rim e fígado e outros tipos de atendimentos de alta complexidade.
A retomada e implantação desses serviços representa mais esperança para pacientes renais e hepáticos crônicos, pois eles não precisarão mais se deslocar até outros estados para realizarem esse tipo de procedimento. Para o secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, a retomada dos transplantes renais com doador falecido e a realização inédita dos transplantes de fígado representam um marco histórico para a saúde pública sergipana.
Qualidade de vida
“Estamos consolidando uma nova realidade para os pacientes que aguardam por esses procedimentos. Agora, os sergipanos passam a ter acesso a transplantes de alta complexidade no próprio Estado, próximos de suas famílias e da sua rede de apoio, reduzindo distâncias, custos e o desgaste emocional de buscar tratamento fora de Sergipe. Para os pacientes renais, especialmente, o transplante significa a possibilidade de deixar para trás a rotina exaustiva da hemodiálise e conquistar mais qualidade de vida”, ressaltou o secretário.
Desde o início do serviço na rede de saúde pública, em janeiro de 2026, já foram realizados 23 transplantes, sendo 20 procedimentos renais e três hepáticos. O coordenador da Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE), Benito Fernandez, destacou que a retomada dos transplantes de rim em Sergipe representa uma nova chance de vida aos pacientes renais crônicos do estado que precisam fazer hemodiálise.
“O retorno dos transplantes de rim é um importante marco para a saúde pública de Sergipe, pois possibilitou aos pacientes hipossuficientes a oportunidade de ter uma melhor qualidade de vida, deixando de depender da máquina de hemodiálise. Três vezes por semana, durante quatro horas, os pacientes renais crônicos dialíticos precisam de conexão com essa máquina para continuarem vivos. Com o transplante, não precisam mais disso. Agora, qualquer cidadão sergipano que precise desse tratamento pode utilizá-lo aqui mesmo em Sergipe”, pontuou Benito.
Doação de órgãos
A doação de órgãos e tecidos depende da autorização familiar, mesmo que o desejo do doador tenha sido manifestado em vida. O protocolo tem início com a identificação de pacientes em estado neurocrítico, acompanhados pela Organização de Procura de Órgãos de Sergipe (OPO/SE). Após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica, a família é consultada sobre a doação.
Com a autorização do cônjuge ou de parentes de até segundo grau, a captação é realizada e os órgãos são disponibilizados pela Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE) aos pacientes compatíveis, conforme as normas do Sistema Nacional de Transplantes e sob supervisão do Ministério Público.
Dados da CET/SE mostram que entre janeiro e junho de 2026, Sergipe já contabilizou 31 doadores, sendo captados três corações, 21 fígados, 43 rins e 101 córneas. Em 2025, nesse mesmo período, o estado registrou 23 doadores. Comparando os primeiros meses de cada ano, nota-se um crescimento de 25,81% no número de doadores. Esse aumento deve-se ao avanço da conscientização e sensibilização sobre a importância da doação de órgãos, promovido através da atuação da CET e da OPO, que desenvolvem ações educativas direcionadas à população e capacitações sobre morte encefálica a profissionais de saúde.
Contrato estratégico
O contrato com a Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), com investimento anual superior a R$ 241 milhões, garante não apenas a realização de transplantes de rim e fígado, mas também cerca de 700 procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade por mês, totalizando aproximadamente 8.300 por ano, em especialidades como cirurgias cardíacas, neurológicas, vasculares, ortopédicas e oncológicas.
Além disso, a unidade realiza cerca de 14.500 atendimentos ambulatoriais por mês, chegando a mais de 174 mil ao ano, incluindo consultas, exames e procedimentos. A estrutura permite que serviços estratégicos, como transplantes, sejam realizados no próprio Estado, sem a necessidade de deslocamento dos pacientes para outras unidades da Federação.