
O governador Ratinho Jr: “Estamos recebendo grandes investimentos em hotelaria e agora esse aquário chega como mais um importante atrativo turístico”
Edição Scriptum com Agência Estadual de Notícias
Com a proposta de estimular o turismo, a pesquisa e a educação ambiental, a cidade de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, ganhou na quinta-feira (13) um novo dos maiores aquários da América do Sul, com milhares de animais aquáticos, de centenas de espécies diferentes. O espaço foi inaugurado com a presença do governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), que destacou os múltiplos benefícios para a região.
O aquário abriga um plantel de aproximadamente 300 espécies e cerca de 10 mil animais, incluindo o surubim-do-Iguaçu, espécie criticamente ameaçada e exclusiva do rio, além de tubarões, raias e o dourado, escolhido como mascote do projeto.
O governador afirmou que o AquaFoz chega em um momento especial para Foz do Iguaçu, consolidando ainda mais a cidade como referência mundial em turismo. “É um motivo de muita alegria, porque Foz vive um momento fantástico no turismo, que é a grande vocação desta cidade, não só para turistas do Brasil, mas de todo o mundo. Estamos recebendo grandes investimentos em hotelaria e agora esse aquário, inspirado no do Rio de Janeiro e seguindo padrões internacionais, chega como mais um importante atrativo turístico”, destacou.
Ratinho Junior lembrou que o Estado tem trabalhado de forma integrada para fortalecer o setor. “Recentemente tivemos a homologação da ampliação da pista do Aeroporto de Foz do Iguaçu e estamos em conversas para novas rotas internacionais e intercontinentais. Mas, acima de tudo, o AquaFoz representa geração de emprego e renda, faz com que o turista permaneça mais tempo na cidade, consuma no comércio e movimente o setor hoteleiro”, afirmou.
Ele também mencionou outros projetos estratégicos em andamento. “O aquário se soma a uma série de investimentos, como o Centre Pompidou Paraná, cujo projeto será concluído agora em novembro, para que logo em seguida possamos iniciar a licitação e transformar esse grande complexo em mais um presente para Foz e para todos os paranaenses”, completou o governador.
O empreendimento, em frente ao Parque Nacional do Iguaçu, é do Grupo Cataratas, responsável pela administração do parque e de outros atrativos voltados ao turismo sustentável, incluindo o AquaRio, no Rio de Janeiro, e o Marco das Três Fronteiras, também em Foz. O investimento foi de R$ 140 milhões no novo aquário, que deve gerar cerca de 400 empregos diretos e indiretos já em seu primeiro ano de funcionamento.
Consciência ambiental
O AquaFoz tem a proposta de inspirar a conservação da vida aquática, conectando biodiversidade, ciência, educação e turismo sustentável. O espaço vai funcionar também como um centro de pesquisa, educação e conservação dedicado a proteger a vida dos rios Iguaçu e Paraná até o oceano.
O conceito central passa por uma “Jornada pelas Águas”, que conduz o visitante do ambiente dos rios da região até o oceano, revelando a interdependência entre ecossistemas de água doce e salgada. O circuito tem 750 metros de extensão, em três pavimentos, reproduzindo o caminho das águas: iniciando pelo Rio Iguaçu, passando pelo Rio Paraná, pela Floresta Alagada até chegar ao Oceano.
Ele conta com ambientes temáticos do Alto, Médio e Baixo Iguaçu, Floresta Alagada, Amazônia e Oceano. Nesse circuito, é possível ver peixes de água doce e salgada, raias, tubarões, cavalos-marinhos e também espécies endêmicas e ameaçadas, como o Surubim-do-Iguaçu, peixe que só existe em Foz do Iguaçu e é foco de um projeto de conservação em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Para o biólogo marinho e diretor técnico do Grupo Cataratas, Rafael Franco, o AquaFoz é inaugurado com uma missão clara de despertar a consciência ambiental. “O AquaFoz já surge com o propósito de educação, pesquisa e conservação. Estamos inseridos diretamente ao lado do Parque Nacional do Iguaçu, e o verdadeiro objetivo é contar a história da biodiversidade dos rios Iguaçu e Paraná. O Rio Iguaçu é único: 70% das suas espécies são endêmicas, ou seja, só existem aqui”, explicou.
Ele destaca que o espaço vai muito além da contemplação. “Quem nos visita conhece toda essa biodiversidade, desde os rios até o encontro com o mar, que encerra a visita no grande tanque oceânico com 2,3 milhões de litros de água salgada. É um empreendimento que nasce com o foco em educação ambiental, conservação e pesquisa científica. Já temos parcerias com universidades e instituições de pesquisa”, detalhou.
O espaço também conta com parcerias científicas com a Itaipu Binacional, Fiocruz, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Federal da Integração Latino Americana (Unila), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), entre outras. E sua ligação com o AquaRio permite transferência de conhecimento, tecnologia e espécies, fortalecendo a rede de pesquisa aquática nacional.