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PANDEMIA

Índices caem e Kalil anuncia reabertura de lojas em BH

Com menos casos e internações por covid-19, prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anuncia liberação do comércio, bares e restaurantes a partir da próxima segunda

29 de jan de 2021

O prefeito Alexandre Kalil: “Valeu a pena esse sacrifício da população”

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anunciou nesta sexta-feira (29), a reabertura do comércio, bares e restaurantes da capital mineira a partir da próxima segunda-feira (1°). A decisão foi fundamentada pela queda dos índices medidos pela Secretaria Municipal de Saúde. Na quinta-feira (28), a taxa de ocupação de leitos ficou em 76,4%. “Quero pedir desculpas mais uma vez pelo fechamento, mas com a queda nos índices, valeu a pena”, disse o prefeito.

As lojas de rua poderão funcionar das 9h às 20h, de segunda a sábado, mas deverão fechar aos domingos. Academias também poderão funcionar sem limite de horário, mas mediante agendamento. Em entrevista coletiva, Kalil disse que bares e restaurantes também vão poder funcionar de segunda a sábado, das 11h às 22h, podendo vender bebida alcóolica até as 15h.

“Os índices baixaram bem, inclusive de (ocupação de) UTIs, mas estão falando em cepa nova, que a gente tem que esperar para ver o que vai acontecer. Valeu a pena esse sacrifício da população”, afirmou o prefeito.

O secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, explicou que “o objetivo (do fechamento) foi alcançado e é por isso que estamos reabrindo”. Segundo ele, a taxa de ocupação de UTI para covid-19 está em 74,5%, de enfermaria 56,8%, o RT, índice de transmissibilidade, está em 0,93. “A demanda por internações hospitalares por covid tem caído, assim como tem caído o número de transporte de pacientes pelo Samu. Foram essas constatações que permitiram que a abrir a cidade”, disse Machado.

De acordo com Machado, a Secretaria da Saúde recebeu, na sexta-feira, 40.500 doses da AstraZeneca e 16.800 doses da CoronaVac. O total servirá para imunizar trabalhadores da saúde primária, como servidores lotados em postos de saúde, em Centros de Referência em Saúde Mental (Cersam), além de funcionários e idosos de instituições de longa permanência. “É possível que sobrem algumas doses e há alguns poucos setores hospitalares que precisam ser contemplados. Essas doses servirão para completar”, disse Jackson, se referindo ao público da primeira etapa de vacinação que ainda não foi imunizado.

Desde o dia 11 de janeiro, o comércio não essencial de Belo Horizonte está com as portas fechadas em Belo Horizonte. Esse fechamento dos serviços, o terceiro da pandemia na capital, foi anunciado pelo prefeito Alexandre Kalil no dia 6 de janeiro e oficializado em um decreto, publicado dois dias depois.

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