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Irregularidade na oferta de vacina preocupa Kalil

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), diz que a cidade enfrenta problemas com a quantidade de vacinas recebidas. A capital mineira chegou a suspender campanha contra covid-19 no final de semana

22 de jun de 2021

O prefeito Alexandre Kalil: “Se as grandes cidades não forem vacinadas, até mais rápido que o interior, nós vamos demorar muito a debelar essa pandemia”

Assim como outras capitais de Estado, Belo Horizonte também enfrenta problemas com a quantidade de vacinas contra a covid-19 disponíveis. O prefeito Alexandre Kalil (PSD) afirmou que a escassez provocou a suspensão da campanha no fim de semana, embora o problema tenha sido temporariamente superado.

Em entrevista a José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes, nesta terça-feira (22), ele reclamou que BH vem recebendo menos doses do que prevê o Plano Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. “Quem vai segurar a pandemia nos Estados são as capitais, as grandes cidades. Se elas não forem vacinadas, até mais rápido que o interior, nós vamos demorar muito a debelar essa pandemia”, afirmou.

Quase 40% da população de BH já recebeu pelo menos a primeira dose. Mas Kalil alerta que ainda não é hora de relaxar no Brasil mesmo com o avanço da vacinação, e que a campanha de imunização precisa ser ainda mais acelerada para isso, como que vem ocorrendo nos Estados Unidos.

Kalil disse que tentou comprar, diretamente dos fabricantes, 4 milhões de doses de imunizantes autorizados no Brasil, mas explicou que não havia mais doses disponíveis para negociação. Por isso, criticou a postura do governo federal quanto à negociação tardia e arrastada com a Pfizer. “Houve um erro, um erro gritante que não foi reconhecido. Mas a história não vai perdoar os que fizeram isso”, disse.

Alexandre Kalil disse que, com exceção do setor de eventos, a cidade já retomou todas as atividades, respeitando os protocolos sanitários. Kalil credita esse avanço à rigidez das restrições à circulação impostas pela prefeitura.

Sobre as eleições de 2022, Kalil afirmou que não existe chance de que ele venha a tentar uma candidatura à presidência e não falou sobre quem apoiaria na eleição para a Presidência da República. “Estão tentando colar uma estrela vermelha no meu peito”, brincou, referindo-se a comentários sobre um eventual apoio ao ex-presidente Lula. Kalil disse que as especulações são resultado da polarização política. Sobre a possibilidade de concorrer ao governo de Minas, afirmou que “nunca disse que não seria candidato”, mas que “deu um tempo” sobre o assunto.

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