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Transnordestina

Júlio Cesar articula comissão permanente para acompanhar obra

Deputado do PSD do Piauí mobiliza bancada nordestina para garantir recursos para as obras da ferrovia

05 de dez de 2016

Deputado Júlio César (PI) – Foto: Cláudio Araújo

Deputado Júlio César (PI) – Foto: Cláudio Araújo

Maior obra ferroviária do País, com 1.753 quilômetros de extensão, a Transnordestina enfrenta problemas de fluxo de caixa para sair do papel. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é a principal controladora da obra, que reúne também empresas privadas num modelo de Parceria Público-Privada (PPP).

Iniciada em 2007, a obra continua requerendo investimentos. Em um café da manhã nesta quarta-feira (7) com a bancada do Nordeste no Congresso Nacional, o diretor-executivo da CSN, Sérgio Leite, admitiu que a empresa está passando por dificuldades financeiras. Por outro lado, o governo também reconhece que a paralisação da obra atende às medidas de contingenciamento do orçamento da União.

O deputado Júlio César (PSD-PI) promoveu, na manhã desta quarta-feira (7), um encontro com a bancada nordestina. Para ele, o momento é de unir forças e exercer pressão sob o governo para que libere recursos e a obra seja retomada.

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Transnordestina é a maior obra ferroviária do País

“Nós iremos montar uma comissão permanente com um representante de cada Estado: Piauí, Pernambuco e Ceará. Também fiz uma emenda ao orçamento da União para que sejam mantidos os R$ 2 bilhões previstos este ano para o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e não apenas os R$ 400 milhões que o governo propôs”, pontuou o deputado. Parte deste montante pode ser direcionado para bancar a obra.

Até o momento, apenas 53% da linha férrea foi concluída com a liberação de R$ 6,3 bilhões em recursos. A ferrovia é vista como a principal alternativa econômica para o escoamento da produção nordestina, além de contribuir diretamente para o desenvolvimento da região.

Presente ao encontro, o governador do Piauí, Wellington Dias, disse que o transporte de cargas pelas rodovias gera um prejuízo incalculável aos Estados. Dias também falou sobre a pressão exercida pela iniciativa privada que investiu bilhões às margens da Transnordestina, com a instalação de empresas apostando na melhoria da logística da região e não veem perspectivas de um retorno a médio prazo.

“Os investidores acreditaram na obra, começaram a produzir minério de ferro, soja, eucalipto, milho, entre outros, e agora estão numa situação difícil, tendo que transportar isso tudo a um custo caro pelas rodovias. Isso nos gera uma obrigação para garantir, com o apoio da bancada do Nordeste, a conclusão da obra até 2019.”

Desenvolvimento – Assim que estiver concluída, a Transnordestina vai beneficiar diretamente 81 municípios da região Nordeste – 19 deles no Piauí, 28 no Ceará e outros 34 em Pernambuco.

Estudo recente do BNDES calculou que, uma vez finalizada, a obra vai permitir o transporte de mais de 30 milhões de toneladas de cargas por ano. Além da ferrovia, está prevista a construção de 190 pátios e linhas secundárias, e mais 300 pontes e viadutos.

A Transnordestina faz parte do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC). O governo estima que, ao término da construção, sejam gastos R$ 11,2 bilhões entre recursos públicos e privados.

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