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Kalil age para garantir vacinação em Belo Horizonte

Prefeito da capital mineira espera contar com o programa federal de imunização, mas já anunciou que fez acordos com o Butantan e com a UFMG para garantir o estoque de vacinas

10 de dez de 2020

O prefeito Alexandre Kalil

A gestão do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), espera contar com o PNI (Programa Nacional de Imunização), coordenado pelo Ministério da Saúde, para obter qualquer vacina que for aprovada pela Anvisa, mas já adiantou que fez os acordos com o Instituto Butantan – para a compra de doses da Coronavac – e com a Universidade Federal de Minas Gerais, para garantir o armazenamento da vacina da Pfizer/BioNTech. O objetivo é “iniciar a imunização dos grupos de risco o quanto antes”. As duas candidatas a vacina ainda não foram aprovadas pela Anvisa.

O prefeito Alexandre Kalil informou que a capital mineira adquiriu 2 milhões de seringas, das quais 1 milhão já estão disponíveis para a vacinação.

De acordo com o médico infectologista Unaí Tupynambás, integrante do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus na capital mineira, “diante da posição incerta e duvidosa do ministro da saúde e do presidente quanto à compra da Coronavac, traçamos um plano B. Nosso plano A é acatar a orientação do Programa Nacional de Imunização, que tem 47 anos de existência, é um programa robusto, tem experiência e seus técnicos têm longa vivência em campanhas de vacinação”. Ele disse, porém, esperar “que o PNI consiga fazer um projeto de compra e distribuição das vacinas disponíveis para o Brasil, que deve adquirir as vacinas de Oxford e da própria Coronavac”.

Ao mesmo tempo, a Prefeitura da capital mineira tem enfrentado problemas com a resistência de comerciantes e trabalhadores contra as restrições impostos para combater a propagação do coronavírus. Na tarde de quarta-feira (9), um grupo de donos de bares e restaurantes protestou, na porta da Prefeitura, contra o decreto que suspendeu a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos. Os participantes do movimento listaram uma série de fatores para que a manifestação fosse realizada.

De acordo com os proprietários, mais de 14 mil bares e restaurantes estão sendo prejudicados com o decreto, que entrou em vigor na última segunda (7). Eles também argumentaram que mais de 75 mil famílias ficarão sem emprego e que músicos e equipes serão afetados, assim como fornecedores. “Não somos culpados, não somos transmissores. Somos a favor da fiscalização e não do fechamento”, dizia um dos panfletos distribuídos pelo grupo.

Em nota, a Prefeitura informou que o decreto que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos continua em vigor. O Executivo municipal também destacou que a restrição será mantida, em vista dos indicadores da semana, como por exemplo, a taxa de transmissão que está em 1,06, o que indica expansão da covid-19, além do aumento na ocupação de leitos no sistema de saúde.

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