
O governador Eduardo Leite: “A gente precisa dar competitividade a partir da nossa capacidade de produção com custos menores aqui no Brasil”
Edição Scriptum com Governo do Rio Grande do Sul
Em evento que reuniu cerca de 800 convidados, entre lideranças empresariais, representantes do governo federal e autoridades públicas, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), destacou na noite de quinta-feira (6), em São Paulo, o papel do setor químico na inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico do País.
Em sua fala sob o tema “Inspirando Conexões”, na abertura oficial do 30º Encontro Anual da Indústria Química (Enaiq), promovido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), no Theatro Municipal de São Paulo, Leite ressaltou a relevância da indústria química para a soberania produtiva nacional e para a reindustrialização do Brasil, observando que a competitividade do setor depende não apenas de incentivos tributários, mas também de avanços em logística e energia.
“Não vai ser competitivo simplesmente protegendo a entrada de produtos de fora. A gente precisa dar competitividade a partir da nossa capacidade de produção com custos menores aqui no Brasil, o que envolve componentes logísticos e energéticos”, afirmou.
O governador citou como exemplo o projeto de integração energética com o gás natural de Vaca Muerta, na Argentina, defendendo que o fornecimento ao Brasil ocorra via Rio Grande do Sul, e não por meio da Bolívia. “Faz mais sentido, do ponto de vista da soberania energética, trazer o gás argentino diretamente pelo sul, reduzindo custos e fortalecendo nossa indústria”, disse. O projeto, estudado em parceria entre os governos brasileiro e argentino, prevê a construção de um gasoduto que conecte a província de Neuquén, onde está o segundo maior reservatório de gás não convencional do mundo, à malha de distribuição do sul do Brasil, ampliando a oferta de energia competitiva para os polos industriais.
Protagonismo
Leite também destacou o protagonismo do Rio Grande do Sul, sede da segunda maior indústria química do País, responsável por 9,3% da transformação industrial gaúcha, o equivalente a cerca de R$ 14 bilhões. O setor emprega mais de 20 mil trabalhadores diretos e indiretos, com remunerações acima da média estadual, e está concentrado em dois polos principais: o Polo Petroquímico de Triunfo e o polo de fertilizantes de Rio Grande. Em 2023, o Estado foi o segundo maior exportador nacional de produtos químicos, somando US$ 1,3 bilhão, o que representa 11,2% das exportações do setor no país.
O governador lembrou ainda dos investimentos anunciados pela Braskem e pela Innova em 2025, que totalizam R$ 350 milhões, reforçando a confiança do setor no Estado e o compromisso com a descarbonização da produção. “Esses investimentos mostram que o Rio Grande do Sul é um ambiente seguro, competitivo e preparado para liderar a transição para uma química de baixo carbono”, afirmou.