
Londrina: dois anos depois, sob o comando de Alexandre Kireeff, cidade já mudou de cara
Quando Alexandre Kireeff, do PSD, assumiu a Prefeitura de Londrina, em janeiro de 2013, havia uma previsão de déficit de R$ 70 milhões nas contas.
A Prefeitura não tinha máquinas em condições de fazer nem serviços essenciais básicos. Na saúde, havia uma ambulância com cerca de 1 milhão de quilômetros rodados e pneus carecas e postos de saúde sem manutenção. Faltavam médicos.
Na educação, faltavam 600 professores e 79 salas de aula. Praticamente não havia merenda, nem transporte escolar.
Além desse quadro, que exigiu ações urgentes, também a Sercomtel estava em dificuldade, com dívida de R$ 65 milhões e um pedido à Prefeitura de aporte de capital de R$ 47 milhões. Não bastasse tudo isso, em novembro de 2012, dois meses antes da posse, a Prefeitura sofreu uma multa de quase R$ 80 milhões do Ministério da Previdência.
Entre as primeiras medidas, Kireeff criou os Planos de Eficiência Administrativa 1 e 2. No esforço para colocar a casa em ordem, a administração priorizou o pagamento de dívidas, cuidou da saúde, da educação e da segurança, quatro itens diretamente relacionados às necessidades da população.
Em seguida, vieram outras obras, como a duplicação e o prolongamento de avenidas, a construção de pontes e a conclusão de um viaduto (Nova Olinda); o teatro municipal, com maior parte dos recursos do governo federal. Paralelamente, se planejava a Londrina do futuro com projetos de mobilidade urbana, incluindo o futuro BRT, que concebeu um projeto mais adequado, porém igualmente ousado, que é o super bus.
Foram criadas leis para flexibilizar exigências na implantação de indústrias. Precisava tornar a cidade mais acessível e receptiva aos investidores. Havia o que os próprios empresários chamavam de “muralha”, dificultando a implantação de indústrias.
Hoje, sabendo das mudanças, muitas empresas já manifestaram o interesse em instalar filiais em Londrina.
Dois anos depois, a realidade é bem diferente: reformas em postos de saúde (UBSs), construção de novas UBSs e construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Algumas dessas obras o prefeito costuma chamar de “padrão FIFA”, referência ao capricho e funcionalidade.
Veja um resumo de como a administração Kireeff fecha o ano:
Contas
– As finanças da Prefeitura, ainda apertadas, foram saneadas e a situação é de equilíbrio; para chegar a este ponto, houve muito esforço e austeridade com os gastos.
Educação
– A falta de salas de aula foi suprida e o quadro de professores foi ampliado em 630 profissionais; escolas receberam melhorias, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) foram construídos e reformados.
– Desde o início da gestão, 752 novos professores foram contratados. Para o Ensino Fundamental foram 438 professores; para a educação infantil, 278 novas contratações e para o ensino de educação física foram chamados 36 professores e mais 22 técnicos em gestão para a Secretaria de Educação.
– Foram construídos três novos CMEIs e reformadas três escolas municipais. A Secretaria de Educação adquiriu 600 computadores destinados às unidades escolares e sede administrativa e 150 notebooks que auxiliam professores e diretores nas capacitações e na elaboração dos programas de aulas.
– O ensino público deu um salto de qualidade. Ganhou prêmio do Ministério da Educação e muitas escolas públicas estão competindo com escolas particulares.
– A conquista do primeiro lugar no IDEB foi algo marcante como parâmetro aferidor da qualidade do ensino em Londrina. Em 2014, foi grande o número de crianças que se transferiram do ensino particular para escolas públicas, reconhecendo que o ensino público tem boa qualidade.
A Sercomtel em ascensão
– A Sercomtel – operadora pública de telecomunicações – que no início de 2013 estava em situação difícil, fechou 2014 com lucro, embora modesto – como ressalva o prefeito -, mas é uma condição diferente daquela de dois anos atrás. E ainda foi criada uma empresa, a Sercomtel Iluminação, que assume a iluminação pública e ornamental do município com proposta para dinamizar e melhorar os serviços.
– A Sercomtel ainda assumiu o patrocínio do Londrina Esporte Clube. Um bom investimento publicitário.
Saúde
– Na saúde, há seis ambulâncias e os aparelhos de raio-x são dois, funcionando 24 horas (dois anos atrás havia um, que funcionava 16 horas). Prevalece um desafio: o tempo de espera nas filas para casos não emergenciais diminuiu, mas ainda é considerado longo pelo prefeito Alexandre Kireeff – que fez esta observação ao prestar contas na Associação Médica de Londrina.
– Foram reformadas 17 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e construídas novas unidades. Está em fase avançada a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Leste-Oeste.
– Foram contratados mais de 400 profissionais, dos quais cerca de 180 são médicos.
Máquinas
– O maquinário estava sucateado, sem condições de uso. Hoje há máquinas versáteis e modernas. Somente do Programa Paraná Cidades chegaram 32 unidades, entre retroescavadeiras, pás carregadeiras, caminhões dotados de equipamentos. Tudo isso foi comprado através de financiamento – não se trata de doação.
Do governo federal veio escavadeira hidráulica para serviços de manutenção de estradas municipais. Também estão chegando máquinas para a agricultura, que serão locadas mediante contratos.
Obras tocadas pela Prefeitura com recursos próprios e do governo federal são muitas e grandes, como o Teatro Municipal, cujo ritmo foi desacelerado momentaneamente, por falta de repasse de verbas, mas a construção continua.
Sistema viário
– Duas grandes avenidas (Angelina Ricci Vezozzo e Antônio Carvalho Laje) vão ligar a Saul El Kind às rodovias BR-369, divisa com Ibiporã, e PR-445, divisa com Cambé. Antes, foi construído o viaduto Nova Olinda também na zona Norte.
– Foram realizadas obras nas avenidas Higienópolis e Castelo Branco; na Castelo, o projeto é de duplicação. A rodovia Mábio Palhano está sendo ampliada. Faz parte do projeto a construção de pontes, tanto na Castelo Branco como no Mábio Palhano.

Kireeff: programas para melhorar a mobilidade urbana
Mobilidade urbana
A preocupação com a Londrina do futuro levou ao projeto audacioso do BRT com adequação para o Super Bus, que tem a consultoria (gratuita) de uma ONG com experiência internacional, a Embarq Brasil.
Com a participação de técnicos da Prefeitura (através do IPPUL e Secretaria de Obras) e representantes da comunidade, foi projetada a Londrina de 100 anos, em 2034. Participaram instituições ligadas ao trânsito: sindicato dos taxistas, dos mototaxistas, dos motoristas de ônibus. Londrina avança para tornar-se uma cidade que protege o pedestre e respeita a vida, incentivando o ciclismo.
Defesa Social
– A Guarda Municipal realizou dois cursos de formação para novos profissionais. O primeiro formou 182 agentes, e o segundo, 49. Ao todo, a Defesa Social conta com 367 homens, mas quando o prefeito assumiu eram apenas 191.
– Curso Multiplicador de Polícia Comunitária para atuar no Programa “Crack, é Possível Vencer”, coordenado pelo Ministério da Justiça, formou 41 guardas municipais.
– Curso para manuseio de armamento menos letal: operador de dispositivo eletro incapacitante (Spark) e espargidor de agentes químicos.
– Curso de pilotagem de motocicleta nível I, com objetivo de melhorar a ação da Guarda Municipal em situações que exijam maior agilidade.
– Curso para Operador de Motosserra ministrado pela SEMA, para apoio em situações que seja acionada a Defesa Civil.
– Capacitação Técnica sobre drogas, promovido pelo Centro Antitóxico de Prevenção e Educação da Divisão Estadual de Narcóticos.
– Curso de capacitação “Conhecer para Prevenir”, ministrado pela Guarda Municipal de Curitiba, que tem como objetivo direcionar as ações que devem ser promovidas em situações de desastres naturais ou provocados.
– Curso para Operador de Micro-ônibus utilizado no Programa Crack, é Possível Vencer.
– Dois ônibus de videomonitoramento foram adquiridos para Londrina. Eles foram adquiridos em outubro e equipados para combater o tráfico e consumo de entorpecentes no município.