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Nas praias, Paraná mostra seus avanços científicos

Apresentação de estudos e projetos universitários integra programação do Verão Maior Paraná 2026

21 de jan de 2026

Projetos universitários são apresentados nas praias do Paraná por estudantes

Edição Scriptum com Agência Estadual de Notícias

Turistas e moradores do próprio Estado que estão passando as férias no Litoral do Paraná ganharam uma nova atração dentro da programação de eventos do Verão Maior Paraná 2026. Eles agora têm a oportunidade de conhecer projetos inéditos e atividades de extensão universitária, apresentados por professores e estudantes do ensino superior do Estado. Entre os temas abordados estão cuidados com insetos, segurança alimentar e nutricional, prevenção em saúde, estudo de invertebrados, técnicas de compostagem, produções em impressora 3D e atividades físicas, por meio de jogos analógicos e digitais.

A terceira etapa das ações de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no Verão Maior Paraná 2026 começou nesta semana. De acordo com o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Nelson Bona, “é uma situação muito significativa vir ao Litoral do Paraná e encontrar nossas universidades mostrando a ciência que se produz no Estado. Esse é exatamente um dos objetivos, difundir o conhecimento científico paranaense e aproximá-lo da população”.

Ele esteve no estande institucional em Matinhos, na terça-feira (20), e reforçou o compromisso das instituições de ensino superior com a divulgação científica, a extensão universitária e o diálogo com a sociedade.

O estande da Seti, nas areias da Praia Brava, no Balneário de Caiobá, recebe uma média diária de 1.400 veranistas, que participam de atividades diversas e conhecem mais sobre o trabalho das sete universidades estaduais do Paraná e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “O Governo do Estado está comprometido com a popularização da ciência. É fundamental mostrar ao cidadão que o Paraná possui um sistema robusto de ciência, tecnologia e inovação, que desenvolve ações e projetos com impacto direto na vida das pessoas”, disse o secretário.

Atividades

A segunda etapa de atividades da Seti no Verão Maior Paraná atendeu mais de 7 mil pessoas, com atividades lúdicas e interativas voltadas a públicos de todas as idades, de crianças a idosos, reforçando o papel das universidades públicas como agentes de transformação social e aproximação com a comunidade. Alunos, professores e profissionais formados atuaram diretamente no atendimento aos veranistas, promovendo experiências educativas em um ambiente descontraído e acessível.

Uma diversidade de projetos desenvolvidos pelas universidades paranaenses foi apresentada desde o início do Verão Maior Paraná. A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) promoveu atividades voltadas aos cuidados com a saúde na praia, enquanto a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) apresentou jogos lúdicos pensados para toda a família.

O Espaço Maker da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) chamou a atenção ao transformar jogos populares de celular em jogos de mesa, além de ser responsável pelo ambulatório que atende os veranistas. Já a Universidade Estadual de Londrina (UEL) desenvolveu jogos educativos com foco na conscientização ambiental, unindo diversão e aprendizado.

Segundo a professora da UEL, Joyce Claro, a adaptação dos projetos ao ambiente da praia foi essencial para ampliar o alcance das ações. “Optamos por trazer jogos que pudessem ser realizados por crianças, adultos e idosos, sempre pensando na educação ambiental e no envolvimento da família como um todo. Percebemos uma grande adesão, com pessoas que retornam diariamente para participar das atividades, o que mostra o interesse da comunidade e a importância de pensar ações inclusivas e coletivas”, afirma.

Aprovação

Nevair Senger, 71 anos, proprietária de um apartamento em Matinhos há 18 anos, participou pela primeira vez das atividades das universidades e aprovou a estrutura e as ações desenvolvidas. “Esse ano está bem mais estruturado, principalmente a área de vocês. Eu vim para fazer fisioterapia, mas de longe vi as mesas de xadrez, que eu adoro. E então acabei participando também de um dominó diferente, o dominó mexicano, e gostei muito. Foi ótimo para o raciocínio e para o desenvolvimento mental”, disse.

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