
Projetos universitários são apresentados nas praias do Paraná por estudantes
Edição Scriptum com Agência Estadual de Notícias
Turistas e moradores do próprio Estado que estão passando as férias no Litoral do Paraná ganharam uma nova atração dentro da programação de eventos do Verão Maior Paraná 2026. Eles agora têm a oportunidade de conhecer projetos inéditos e atividades de extensão universitária, apresentados por professores e estudantes do ensino superior do Estado. Entre os temas abordados estão cuidados com insetos, segurança alimentar e nutricional, prevenção em saúde, estudo de invertebrados, técnicas de compostagem, produções em impressora 3D e atividades físicas, por meio de jogos analógicos e digitais.
A terceira etapa das ações de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no Verão Maior Paraná 2026 começou nesta semana. De acordo com o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Nelson Bona, “é uma situação muito significativa vir ao Litoral do Paraná e encontrar nossas universidades mostrando a ciência que se produz no Estado. Esse é exatamente um dos objetivos, difundir o conhecimento científico paranaense e aproximá-lo da população”.
Ele esteve no estande institucional em Matinhos, na terça-feira (20), e reforçou o compromisso das instituições de ensino superior com a divulgação científica, a extensão universitária e o diálogo com a sociedade.
O estande da Seti, nas areias da Praia Brava, no Balneário de Caiobá, recebe uma média diária de 1.400 veranistas, que participam de atividades diversas e conhecem mais sobre o trabalho das sete universidades estaduais do Paraná e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “O Governo do Estado está comprometido com a popularização da ciência. É fundamental mostrar ao cidadão que o Paraná possui um sistema robusto de ciência, tecnologia e inovação, que desenvolve ações e projetos com impacto direto na vida das pessoas”, disse o secretário.
Atividades
A segunda etapa de atividades da Seti no Verão Maior Paraná atendeu mais de 7 mil pessoas, com atividades lúdicas e interativas voltadas a públicos de todas as idades, de crianças a idosos, reforçando o papel das universidades públicas como agentes de transformação social e aproximação com a comunidade. Alunos, professores e profissionais formados atuaram diretamente no atendimento aos veranistas, promovendo experiências educativas em um ambiente descontraído e acessível.
Uma diversidade de projetos desenvolvidos pelas universidades paranaenses foi apresentada desde o início do Verão Maior Paraná. A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) promoveu atividades voltadas aos cuidados com a saúde na praia, enquanto a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) apresentou jogos lúdicos pensados para toda a família.
O Espaço Maker da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) chamou a atenção ao transformar jogos populares de celular em jogos de mesa, além de ser responsável pelo ambulatório que atende os veranistas. Já a Universidade Estadual de Londrina (UEL) desenvolveu jogos educativos com foco na conscientização ambiental, unindo diversão e aprendizado.
Segundo a professora da UEL, Joyce Claro, a adaptação dos projetos ao ambiente da praia foi essencial para ampliar o alcance das ações. “Optamos por trazer jogos que pudessem ser realizados por crianças, adultos e idosos, sempre pensando na educação ambiental e no envolvimento da família como um todo. Percebemos uma grande adesão, com pessoas que retornam diariamente para participar das atividades, o que mostra o interesse da comunidade e a importância de pensar ações inclusivas e coletivas”, afirma.
Aprovação
Nevair Senger, 71 anos, proprietária de um apartamento em Matinhos há 18 anos, participou pela primeira vez das atividades das universidades e aprovou a estrutura e as ações desenvolvidas. “Esse ano está bem mais estruturado, principalmente a área de vocês. Eu vim para fazer fisioterapia, mas de longe vi as mesas de xadrez, que eu adoro. E então acabei participando também de um dominó diferente, o dominó mexicano, e gostei muito. Foi ótimo para o raciocínio e para o desenvolvimento mental”, disse.