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No PR, Sciarra articula parceria para proteger o ambiente na região de Itaipu

Líder participou de reunião para tratar de projeto no município de Entre Rios do Oeste, a 700 Km de Curitiba, que vai ganhar o primeiro biogasoduto do País.

14 de jan de 2014 · Copel, eduardo sciarra, energia elétrica, Gás, Itaipu

Sciarra: fim da ameaça ao lago de Itaipu

O líder do PSD na Câmara Federal, deputado Eduardo Sciarra (PR), participou nesta segunda-feira (13) de reunião com o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Jonel Iurk, e com o prefeito da cidade paranaense de Entre Rios do Oeste, Jones Neuri Heiden, para tratar de um projeto inovador, que deve trazer grandes benefícios para o meio ambiente de toda a região.

O município, a 700 Km de Curitiba, vai ganhar o primeiro biogasoduto do País, para gerar energia a partir do gás produzido por dejetos de suínos. Na reunião, a Copel confirmou que irá financiar o projeto com recursos do fundo de Pesquisa e Desenvolvimento, aprovado pela Aneel, na ordem de R$ 19,5 milhões.

De acordo com o diretor da Copel, Jonel Iurk, o biogasoduto deverá ser concluído em três anos. Ele destacou que o projeto se encontra em fase de pesquisa e desenvolvimento. “Vamos gastar o tempo necessário em planejamento, para que a implantação do projeto ocorra com segurança”, enfatizou o assistente da diretoria, José Marques Filho, que destacou a importância do envolvimento da comunidade durante todo o processo.

“A expectativa da população é muito grande”, disse o prefeito Jones Neuri Heiden. Segundo ele, o projeto será bom para a cidade, e também para o País. “Esta reunião dá o pontapé inicial neste projeto inovador de aproveitamento dos dejetos de suínos que hoje representam uma ameaça de contaminação à região do lago de Itaipu”, enfatizou o deputado Eduardo Sciarra, que acompanhou a reunião e é um dos articuladores do projeto.

De acordo com o secretário executivo da Associação de Desenvolvimento do Extremo Oeste do Paraná (Adeop), Elsídio Cavalcante, Entre Rios do Oeste tem menos de 4 mil habitantes e cerca de 130 mil cabeças de suínos, distribuídas em 96 granjas. Desse total, 63 propriedades abastecerão o biogasoduto, cuja rede abrangerá dois terços do território do município. As demais propriedades deverão participar da segunda etapa do projeto. O gás será captado por meio de biodigestores instalados nas granjas, cuja aquisição será facilitada com financiamentos oficiais. Os biodigestores são equipamentos facilmente encontrados no mercado. “Esse gás é produzido pela ação de bactérias nos tanques de esterco”, explicou Cavalcante. “A grande novidade será a construção da rede de dutos até a usina que transformará o gás em energia elétrica”.

Estima-se a produção de energia suficiente para abastecer uma cidade com 40 mil habitantes. Além do abastecimento residencial, comercial e industrial de toda Entre Rios do Oeste, a Copel poderá comercializar o excedente produzido. Parte do gás, de acordo com Cavalcante, será vendida para indústrias da cidade.

A Adeop é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e elaborou o projeto a pedido da Itaipu Binacional, que possuía um projeto-piloto em Marechal Cândido Rondon. A escolha de Entre Rios para implantar o biogasoduto ocorreu em função do seu perfil econômico e grande quantidade de granjas de suínos. A Itaipu participará do projeto por meio do Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação e da Fundação de Pesquisa Tecnológica, ambas mantidas pela Itaipu.

Além do prefeito de Entre Rios do Oeste, fizeram parte da comitiva o vice-prefeito da cidade, Ari Aloísio Maldane, o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Inácio Schaefer; o chefe de gabinete, Airton Schneiders, além de representantes do Jurídico e da Contabilidade.

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