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Defesa civil

Nos EUA, Colombo destaca ações contra desastres climáticos

Em evento da Organização dos Estados Americanos, governador de Santa Catarina falou sobre as medidas adotadas pelo Estado para ajudar a população em situações de emergência

24 de jan de 2018

O governador Raimundo Colombo (PSD) participou de Seminário sobre Emergências Complexas e Desastres em Grande Escala em Washington, nos Estados Unidos.

Edição: Scriptum

Estado que enfrentou graves problemas climáticos nos últimos anos, Santa Catarina aprendeu lições e adotou medidas que hoje protegem seus cidadãos em casos de chuva ou ventos acima da normalidade. Essas experiências foram relatadas pelo governador Raimundo Colombo (PSD), nesta quarta-feira (24), no segundo dia do Seminário sobre Emergências Complexas e Desastres em Grande Escala, no Colégio Interamericano de Defesa, da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos.

Antes da palestra, Colombo foi recebido pela diretora do colégio, a contra-almirante norte-americana Martha Herb, e pelo vice-diretor, o general do Exército brasileiro Rolemberg Cunha, para um encontro de 30 minutos. O seminário termina nesta quinta-feira, 25.

O governador agradeceu o convite para o Governo de SC expor aos mais de 120 alunos – militares, bombeiros e pessoas envolvidas no combate a ocorrências climáticas e atos terroristas – de diversos países da América Latina e do Caribe as ações desenvolvidas pelo Estado na defesa civil.

Colombo lembrou que depois da tragédia dos deslizamentos e enchentes que atingiu o Vale do Itajaí em 2008, o governo estadual recebeu um estudo da Jica (Agência de Cooperação Internacional do Japão) para minimizar os desastres naquela região de alta densidade populacional e grande desenvolvimento econômico. Esse trabalho, segundo Colombo, foi colocado em execução a partir de 2011, quando foi criada a Secretaria de Estado da Defesa Civil e se intensificaram os contatos entre os técnicos catarinense e os japoneses.

O governador destacou a criação de um fundo mensal, fruto da arrecadação de impostos, que permitiu a Defesa Civil ter autonomia e rapidez nas ações a serem realizadas logo após desastres naturais. “Não adianta ter uma instituição sem aporte financeiro”, observou.

Raimundo Colombo destacou que, entre os projetos da Jica, estavam a sobrelevação das barragens de Taió e de Ituporanga e a construção de outras represas na região Vale do Itajaí. “A ampliação das duas barragens já minimizou os efeitos da última enchente no Vale do Itajaí”, salientou.

Outro projeto, de acordo com o governador, foi a aquisição dos radares meteorológicos de Lontras (Vale do Itajaí), Chapecó (Oeste) e Araranguá (Sul), que cobrem 100% do Estado e permitem antecipar as informações sobre o clima. “Hoje, a Defesa Civil já conta com milhares de catarinenses cadastrados no sistema de alertas de ocorrências climáticas via SMS. Isto ajuda os municípios e os cidadãos a se preparem para enfrentar chuva ou ventos fortes”, complementou.

Colombo disse que os dados dos radares também estão auxiliando os produtores rurais na tomada de decisões sobre a antecipação de colheitas ou preparação para reduzir danos ocasionados por chuva de granizo ou ocorrência de forte geada.

Antes de deixar o seminário, o governador Raimundo Colombo disse que a valorização que o Colégio Interamericano de Defesa, da OEA, a Santa Catarina e o trabalho que está sendo feito pela Defesa Civil “são uma motivação e um reconhecimento para que a gente possa continuar esse trabalho e aperfeiçoá-lo, porque não é um trabalho de governo, mas de Estado”.

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