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Números pioram e BH vai continuar fechada, diz Kalil

Diante do agravamento da epidemia, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), garante: “Não vou arredar o pé da ciência, não vou ser o prefeito que matou não sei quantas mil pessoas”

17 de jul de 2020

Em reunião com empresários, o prefeito Alexandre Kalil disse que a cidade ainda não retomará o processo de abertura do comércio.

Vivendo o momento mais crítico da epidemia do coronavírus na cidade, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), continua convicto de que é preciso agir com rigor para combater a covid-19. “Não vou arredar o pé da ciência, não vou ser o prefeito que matou não sei quantas mil pessoas”, afirmou em entrevista à revista Época. Esta semana, em reunião com empresários locais, disse que Belo Horizonte ainda não retomará o processo de abertura do comércio. Na sexta-feira (17), a capital mineira tinha 11.803 casos confirmados e 328 óbitos em decorrência da doença.

Passados dois meses de quarentena onde funcionavam apenas os serviços essenciais em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil iniciou a reabertura da capital mineira em meio ao registro de poucos casos da doença. Mas voltou a fechar a cidade a taxa de ocupação de leitos de UTI atingir 92%, apesar da pressão de setores de comércio e serviços, que batalham na Justiça por uma mudança na política.

Desde 29 de junho, BH está na chamada ‘Fase Zero’ do processo de abertura do comércio, em que apenas serviços considerados essenciais podem funcionar. O presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) da capital, Nadim Donato, em entrevista coletiva logo após o encontro com o prefeito, que durou quase duas horas, disse que “os números ainda não são bons, infelizmente. Não vai haver reabertura na próxima semana, mas a prefeitura ficou de estudar um ‘quatro por três’ proposto por nós. O Sindilojas fez uma proposta, junto com outros sindicatos, de abertura de ‘quatro dias por três’. Seriam quatro dias em que todo o comércio abriria as portas, e três dias fechados”, disse Nadim.

A proposta do Sindilojas será analisada pela administração municipal. Porém, ainda não há data prevista para a flexibilização do isolamento social. “Estamos vivenciando o pior período da pandemia em Belo Horizonte e em Minas Gerais (até agora). Nós não sabemos nem se chegamos ao pico. E se chegamos ao pico, não sabemos quanto tempo este platô durará. Então, acho que é um erro, uma irresponsabilidade, programar datas (para reabertura) quando os nossos indicadores estão no pior momento e não sabemos como vai ser o comportamento (da curva de infecções) amanhã ou depois de amanhã, muito menos na próxima semana”, avaliou o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estêvão Urbano, que integra o Comitê de Enfrentamento à Epidemia da covid-19 de BH.

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