
O governador Ratinho Junior investiu e reforçou estrutura policial
Edição Scriptum com PSD-PR
Os índices de violência tiveram queda consistente desde que o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), assumiu o posto em sua primeira gestão, no início de 2019. Os números do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram essa trajetória: ao longo dos últimos sete anos, o Estado consolidou uma das mais consistentes de queda da violência do País, com 2025 registrando uma das maiores reduções nacionais em indicadores como homicídios, furtos, roubos e feminicídios.
A taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) – que reúne homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes por intervenção policial e mortes de policiais – caiu de 21,2 para 15,5 casos por 100 mil habitantes entre 2018 e 2025, o menor patamar da série histórica estadual, iniciada em 2012.
A queda mais expressiva se deu justamente no período em que a atual gestão consolidou sua política de segurança: somente entre 2024 e 2025, o indicador recuou 15,5%, quase o dobro da média nacional de 8,2%.
O mesmo movimento aparece nos homicídios dolosos. A taxa estadual caiu de 17,2 para 10,2 mortes por 100 mil habitantes no intervalo de sete anos, com o número absoluto de vítimas passando de 1.955 para 1.270 – uma redução de 35%.
Vidas poupadas
De 2024 para 2025, a queda de 24,1% colocou o Paraná como o terceiro Estado com melhor desempenho do Brasil, atrás apenas do Amazonas e do Rio Grande do Sul, e bem acima da média nacional de 10%. Foram 393 vidas poupadas em um único ano.
Crimes contra o patrimônio seguiram na mesma direção. Os roubos de veículos recuaram 27,7% entre 2024 e 2025 – desempenho superior à média nacional (20,6%) e também às quedas registradas nos vizinhos de região, com os quais o Paraná costuma ser comparado: em Santa Catarina, o mesmo indicador caiu 16,2% no período. Os furtos de veículos caíram 23,8% no Paraná no mesmo período, quase 2,3 mil casos a menos em um ano. Os roubos a instituições financeiras, que somavam 24 ocorrências em 2018, zeraram em 2025.
Âmbito regional
Os resultados positivos também aparecem em outros indicadores do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Enquanto o Brasil registrou aumento de 4% nos feminicídios em 2025, atingindo o maior número da série histórica, o Paraná seguiu na direção oposta e apresentou o melhor desempenho entre os Estados da região Sul. Os casos recuaram 20,7%, passando de 109 para 87 vítimas.
O Estado também ampliou a atuação no combate ao tráfico de drogas. Das quase 39,2 mil apreensões registradas pelos três estados do Sul em 2025, 25.918 ocorreram no Paraná, o equivalente a aproximadamente 66% do total da região. Em relação a 2024, o crescimento foi de 13,3%, acima da média nacional de 9,8%.
Investimento
Os resultados não aparecem isolados: acompanham uma curva de investimento que se sustenta desde o início da gestão. Segundo dados orçamentários do Estado, os recursos destinados a inteligência e informação em segurança pública saltaram de R$ 75,3 milhões em 2018 para R$ 1,279 bilhão em 2025.
Em uma escala mais ampla, o orçamento total da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) passou de pouco mais de R$ 2 bilhões para mais de R$ 8 bilhões nos últimos sete anos, dos quais mais de R$ 1 bilhão é aplicado anualmente apenas na compra de equipamentos.
O reflexo desse aporte aparece diretamente na atividade de repressão ao crime organizado. O número de operações contra facções e organizações criminosas saltou de 94, em 2018, para 894 em 2025 — alta de 851%. O efeito em cadeia se traduz em prisões: foram 656 em 2018 contra 1.870 em 2025, aumento de 185% no mesmo intervalo.
Por trás desses números, a gestão estadual liderada pelo PSD aponta um conjunto de fatores que se reforçam mutuamente: o volume de novas contratações para reforço do efetivo policial, a redução de demandas paralelas com a retirada dos presos das delegacias e a transferência dessa gestão para a Polícia Penal, o aumento dos investimentos em tecnologia voltada à investigação e a prioridade que esse tipo de trabalho passou a ocupar na estrutura da Sesp.