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ESTADOS

Políticas públicas levam Paraná ao pódio da inovação

Avanço foi impulsionado por investimento da gestão Ratinho Junior (PSD) em ciência e tecnologia

11 de set de 2025

Paraná chega ao pódio nacional da inovação

Edição Scriptum com Agência Estadual de Notícias

O Paraná ocupa hoje posição de destaque no ranking das economias mais inovadoras do Brasil e esse resultado se deve ao trabalho contínuo que a gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) vem desenvolvendo desde o início de seu primeiro mandato, em 2019.

Os esforços vêm sendo realizados nos últimos anos nas áreas de inovação, ciência e tecnologia, com a implementação de políticas públicas voltadas ao incentivo ao empreendedorismo, formação de novos talentos e consolidação de uma infraestrutura favorável à inovação.

O Paraná aparece como a terceira economia mais inovadora do Brasil na última edição do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (Ibid), desenvolvido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

Em 2015, o Paraná estava na 6ª colocação segundo o ranking, resultado que se repetiu em 2020. Mas em 2025 o Paraná superou Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Com o resultado, o Paraná se consolidou como um dos Estados que mais cresceram na última década.

“Temos hoje um ecossistema fortalecido que integra universidades, empresas, setor público e sociedade, e isso faz com que possamos ter um ambiente propício para o crescimento de empresas, avanço de pesquisas, promover capacitação de pessoas, principalmente dos jovens e preparar o Paraná para o futuro”, afirma o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani.

Esse salto é atribuído principalmente aos recordes de investimento público via Fundo Paraná, que destinou R$  581,6 milhões em 2024, tendo um aumento acumulado de 535,9% desde 2019, quando foram investidos R$  91,5 milhões.

“A estratégia que estamos adotando de investir nos ambientes promotores de inovação e financiar os ativos tecnológicos do Estado para que gerem soluções para estes ambientes, sem dúvida, projetarão ainda mais os resultados que o Paraná tem obtido nos últimos anos,” diz o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

Esses recursos foram aplicados em parques tecnológicos, incubadoras, projetos de pesquisa em universidades, editais para startups e educação tecnológica, por meio de órgãos como a Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), além da Fundação Araucária, Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

Empreendedorismo

Entre os pilares onde o Paraná aparece em maior destaque está o de Conhecimento e Tecnologia, no qual o Estado aparece em 2º lugar, ficando atrás apenas de São Paulo. O pilar analisa a criação do resultado e impacto de atividades inovadoras, como, por exemplo, a quantidade de startups ativas, desenvolvimento de soluções tecnológicas e registro de patentes.

De acordo com dados do Sebrae, entre 2019 e 2024 o Paraná teve um crescimento de 103% no número de startups registradas, totalizando 2.095 (em 2019 eram 1.032). entre os principais setores de atuação das empresas estão as Heath Techs (10%), voltadas à saúde e bem-estar, seguido por IT & Coom (9%), de soluções para internet e comunicação e as Agro Techs (8%), de inovações para o agronegócio.

Voltado para o fomento de startups, o programa Paraná Anjo Inovador oferece subsídio financeiro para empresas paranaenses desenvolverem produtos, serviços, processos e soluções inovadoras em diversas áreas, visando impulsionar a inovação no Paraná. Somando as duas edições já lançadas do programa, foram investidos R$ 37 milhões para 148 startups alavancarem seus negócios.

Ainda dentro das temáticas de empreendedorismo e atração de negócios, o Paraná ficou entre os cinco primeiros nos pilares de Instituições e Economia, ficando em 5º e 4º lugares respectivamente. No pilar de Negócios, o Paraná também ficou na 5ª posição, com destaque para a dimensão “Apoio à Inovação”, na qual ficou em 3º lugar.

Um dos fatores que colaborou para a classificação do Paraná na dimensão foi a ampla estrutura física e organizacional para o desenvolvimento científico e tecnológico. Atualmente o Estado conta com quase 500 ambientes de inovação credenciados junto ao Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação do Paraná (Separtec) distribuídos por todas as regiões do Paraná.

No total, são 37 Parques Tecnológicos (10 em operação, 11 em fase de implantação e 16 em planejamento), 53 Incubadoras; 63 Pré-Incubadoras; 12 Aceleradoras; 64 Centros de Inovação; 35 Agências de Inovação; 74 Hubs de Inovação; e 54 Espaços Maker.

Além do investimento em espaços físicos, o Governo do Estado também tem aberto editais de fomento à pesquisa e inovação. Um exemplo é o edital HUBX Inteligência Artificial, que vai selecionar propostas para o desenvolvimento de novas soluções baseadas em IA, como otimização de processos, análise preditiva, personalização, inovação, tomada de decisão e melhoria da experiência do cliente.

Capital humano

O ranking também apontou o Paraná como 4º lugar no quesito Capital Humano, que avalia o acesso da população a uma educação de qualidade e o desenvolvimento de pesquisas.

Em 2024, o Estado se consolidou como líder no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), tendo também a melhor educação do Brasil tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

Entre as iniciativas que colaboram para a classificação são os investimentos voltados à capacitação de jovens em áreas correlatas a inovação e tecnologia, como o Talento Tech, programa de qualificação profissional em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para alunos do ensino médio e ensino superior que moram nos 50 municípios com menor Índice Ipardes de Desenvolvimento Humano (IPDM).

A iniciativa busca suprir a demanda por profissionais qualificados na área de TI, ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades de inserção no mercado para estudantes e recém-formados. A primeira turma contou 1.000 alunos, que durante 10 meses tiveram aulas profissionais da área, desenvolvimentos de projetos, além de receberem uma bolsa mensal de até R$ 1.500 e notebooks para estudos durante o curso.

O programa Talento Tech é desenvolvido de forma conjunta pelas secretarias da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), Planejamento (SEPL), Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Educação (Seed), além da Fundação Araucária, sendo coordenado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

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