
Lideranças do PSD de Goiás se reuniram na segunda-feira (14) em almoço de confraternização e planejamento e indicaram que, nas eleições de 2022, o partido pretende ter nomes competitivos para concorrer aos cargos da eleição proporcional e também quer ter um representante em chapa majoritária para o Governo do Estado. “Queremos formar uma base com nominata forte de candidatos a deputados estaduais, federais e ter representação na chapa majoritária. Essa vai ser nossa meta para eleição de 2022”, disse o presidente estadual da sigla, Vilmar Rocha, em entrevista ao Diário de Goiás.
O dirigente partidário voltou a falar sobre a derrota do senador Vanderlan Cardoso (PSD) na eleição para prefeito de Goiânia. Para Rocha, o fato de Maguito Vilela (MDB) ter contraído covid-19 prejudicou o processo. “O maior fator foi a doença do Maguito, que tornou essa eleição muito diferente, atípica”, avaliou.
O presidente admitiu que houve erros “naturais” durante a campanha, mas citou também a alta abstenção em Goiânia, o maior índice do país, e o grande número de nulos e brancos. “50% do eleitorado não votou (em nenhum dos candidatos)”, lembra. “Temos que dar um tempinho para analisar isso melhor. Ainda não é tempo”, afirmou.
O presidente do PSD goiano acredita que o Brasil vive, no governo de Jair Bolsonaro, a maior ameaça ao sistema democrático desde a gestão de Fernando Collor, no início dos anos 90. Para Vilmar Rocha, a democracia brasileira, que se constituiu há 32 anos, com a promulgação da Constituição de 88, está amadurecendo, apesar dos ataques. “Estamos, aos trancos e barrancos, consolidando a democracia no país, que é fundamental para o desenvolvimento e o bem-estar das pessoas. As instituições estão consolidando a democracia e estão sendo prestigiadas pela sociedade”, disse.
Vilmar Rocha citou a posição do STF na última semana, que vetou a reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre na Câmara dos Deputados e no Senado, respectivamente, como um fato importante para o sistema democrático. Para ele, se fosse dado aval para ambos concorrerem outra vez, “seria uma quebra do Estado Democrático de Direito, uma afronta à Constituição”, destacou.