ESTADOS

Milton Hobus, presidente do PSD-SC
Em Santa Catarina, o PSD não vai participar do governo estadual, mas vai contribuir para que o Estado possa vencer seus principais desafios. Essa foi, em resumo, a posição adotada pela Executiva Estadual da sigla em reunião realizada na manhã de terça-feira (1). Em nota assinada por suas lideranças locais, o partido se disse disposto a iniciar “um novo tempo, onde o respeito recíproco e a contribuição de todos possam ajudar Santa Catarina a vencer os grandes desafios”.
O documento assinado pelo PSD aponta duas pautas em que o partido está disposto a ajudar o novo momento da gestão do governador Carlos Moisés (PSL), que retomou o cargo após o arquivamento do processo para seu impeachment. A primeira das causas apoiadas pelo PSD é a defesa da continuidade de um Estado competitivo, sem aumento de impostos. A segunda é votar a reforma da Previdência estadual logo que chegue à Assembleia Legislativa.
A mudança previdenciária deve ser o primeiro grande teste da nova postura do governo em relação ao parlamento – a primeira tentativa de reformar a Previdência chegou a ser retirada pelo governo por causa das alterações promovidas pelos deputados.
A aproximação de Moisés com o PSD foi construída durante o afastamento governador por causa da abertura do processo de impeachment que analisava crime de responsabilidade na equiparação salarial dos procuradores do Estado com os da Alesc. As conversas avançaram com o presidente da Assembleia, Júlio Garcia (PSD), e resultaram na nomeação de Eron Giordani, ex-chefe de gabinete do pessedista, para a Casa Civil – em operação acordada também com parte da bancada do MDB como forma de sinalizar uma nova relação entre Executivo e Legislativo.

O presidente do PSD de Santa Catarina, Milton Hobus, esclareceu que a legenda não fará qualquer indicação de cargos. “Quem participar do governo terá que se licenciar do partido. A gente sabe que o governo está em cima de gente nossa e que estas pessoas podem querer contribuir, pelo espírito público que têm. Se ocorrer, é uma posição pessoal. Se quiserem depois voltar, serão muito bem-vindas porque são quadros qualificados”, afirmou Hobus.
Além de Giordani, outros nomes pessedistas são especulados para a reforma do secretariado que Moisés promete fazer até a metade de dezembro. Entre os citados nos bastidores, estão Eduardo Deschamps, ex-secretário de Educação, e o ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes.