
O prefeito Marquinhos Trad anunciou as medidas de restrição na última sexta-feira (4)
As medidas de restrição ao funcionamento de locais que possam causar aglomerações, para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus em Campo Grande, estão provocando muita polêmica. Nesta segunda-feira (7), quando começaram a vigorar os decretos baixados pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), houve protesto de profissionais que trabalham em eventos, bares e restaurantes da cidade, ao mesmo tempo em que 76% dos leitores que responderam a enquete do site de notícias campograndenews.com.br afirmaram ser favoráveis às novas medidas restritivas anunciadas pelo prefeito Marquinhos Trad, em função do aumento de casos de covid-19 na capital do Mato Grosso do Sul, que voltaram a crescer no final de novembro.
Vestidos de preto, com faixas e cartazes contra o toque de recolher, cerca de 50 profissionais que realizam festas, eventos, funcionários bares e restaurantes se reuniram em frente à Prefeitura de Campo Grande, protestando contra as medidas restritivas. Uma das reivindicações dos manifestantes é que o início do toque de recolher volte para à meia noite.
O prefeito Marquinhos Trad desceu para atender o grupo e convidou cinco representantes para conversarem no gabinete. Também participou da conversa um representante do Ministério Público Estadual, a pedido de Marquinhos Trad.
Elma Kátia dos Reis, representante dos profissionais de festas e eventos, diz que a categoria também quer aumento da capacidade de lotação para 50%, ou seja, 10% a mais que o permitido pelo decreto publicado na última sexta (4). “Por uma questão de custo, não é viável abrir o estabelecimento para atender só 40% da capacidade, por isso estamos pleiteando esse aumento com o prefeito. Ele também prometeu, durante a reunião, que vai fazer uma caçada às festas clandestinas, e nós nos comprometemos a colaborar com denúncias. Não podemos pagar o preço por causa de quem não cumpre as regras”, disse Elma.
Além do aumento de casos e de mortes em função da covid-19, outra preocupação em Campo Grande é em relação a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) dos hospitais da cidade. Por esta razão foram ampliadas as medidas de restrição.
Entre elas está o “toque de recolher”, das 22h até às 5h. Outra mudança foi em relação ao comércio que vai funcionar entre 8h e 21h – exceto shoppings, que funcionarão entre 10h e 22h. A capacidade de lotação nos locais também reduziu para 40%. No transporte coletivo, os terminais vão funcionar até às 23h e os ônibus poderão circular com 70% da sua capacidade. Também foram suspensos os passes de estudantes e idosos.