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SAÚDE

Restrições contra covid-19 geram polêmica no MS

Medidas para conter as contaminações anunciadas pelo prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), provocaram protestos de profissionais, mas têm apoio da população

07 de dez de 2020

O prefeito Marquinhos Trad anunciou as medidas de restrição na última sexta-feira (4)

As medidas de restrição ao funcionamento de locais que possam causar aglomerações, para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus em Campo Grande, estão provocando muita polêmica. Nesta segunda-feira (7), quando começaram a vigorar os decretos baixados pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), houve protesto de profissionais que trabalham em eventos, bares e restaurantes da cidade, ao mesmo tempo em que 76% dos leitores que responderam a enquete do site de notícias campograndenews.com.br afirmaram ser favoráveis às novas medidas restritivas anunciadas pelo prefeito Marquinhos Trad, em função do aumento de casos de covid-19 na capital do Mato Grosso do Sul, que voltaram a crescer no final de novembro.
Vestidos de preto, com faixas e cartazes contra o toque de recolher, cerca de 50 profissionais que realizam festas, eventos, funcionários bares e restaurantes se reuniram em frente à Prefeitura de Campo Grande, protestando contra as medidas restritivas. Uma das reivindicações dos manifestantes é que o início do toque de recolher volte para à meia noite.
O prefeito Marquinhos Trad desceu para atender o grupo e convidou cinco representantes para conversarem no gabinete. Também participou da conversa um representante do Ministério Público Estadual, a pedido de Marquinhos Trad.
Elma Kátia dos Reis, representante dos profissionais de festas e eventos, diz que a categoria também quer aumento da capacidade de lotação para 50%, ou seja, 10% a mais que o permitido pelo decreto publicado na última sexta (4). “Por uma questão de custo, não é viável abrir o estabelecimento para atender só 40% da capacidade, por isso estamos pleiteando esse aumento com o prefeito. Ele também prometeu, durante a reunião, que vai fazer uma caçada às festas clandestinas, e nós nos comprometemos a colaborar com denúncias. Não podemos pagar o preço por causa de quem não cumpre as regras”, disse Elma.
Além do aumento de casos e de mortes em função da covid-19, outra preocupação em Campo Grande é em relação a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) dos hospitais da cidade. Por esta razão foram ampliadas as medidas de restrição.
Entre elas está o “toque de recolher”, das 22h até às 5h. Outra mudança foi em relação ao comércio que vai funcionar entre 8h e 21h – exceto shoppings, que funcionarão entre 10h e 22h. A capacidade de lotação nos locais também reduziu para 40%. No transporte coletivo, os terminais vão funcionar até às 23h e os ônibus poderão circular com 70% da sua capacidade. Também foram suspensos os passes de estudantes e idosos.

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