
O governador Ratinho Jr. e o prefeito Eduardo Pimentel participam da soltura de 500 mil peixes na CIC, em Curitiba
Edição Scriptum com Prefeitura de Curitiba
A represa do rio Passaúna, dentro do Parque Passaúna, na CIC, em Curitiba, recebeu 500 mil peixes nativos na manhã desta quinta-feira (20). A ação faz parte do programa Rio Vivo, do Governo do Estado, que tem a meta de soltar 10 milhões de peixes em rios das cidades do Paraná até 2026. Para Curitiba, o programa prevê a soltura de 2,6 milhões de peixes nas bacias dos rios Tibagi, Piquiri, Iguaçu e Ivaí, com investimentos de R$ 558 mil.
O evento desta quinta foi acompanhado pelas crianças da Escola Municipal Professor Ulisses Falcão Vieira, da Escola de Educação Especial Nilza Tartuce e do Colégio Estadual José Fressato e comandado pelo governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, ambos lideranças do PSD no Estado. As crianças também acompanharam o plantio de cinco ipês-rosas ao lado da represa. Nos últimos dias, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente plantou 25 novas árvores no local das espécies erva-mate, vacuum, açoita cavalo, araticum e ingá-banana. A aula de educação ambiental também teve a presença dos integrantes da Família Folhas.
O prefeito Eduardo Pimentel destacou os avanços ambientais que Curitiba teve nos últimos anos e que o Passaúna é um dos 52 parques da cidade onde é possível ficar perto da natureza.
“Nos próximos quatro anos vamos plantar meio milhão de árvores em Curitiba. Na próxima semana, vou plantar a árvore de número 50 mil da nossa gestão. A sustentabilidade é uma prioridade do nosso governo, o desenvolvimento sustentável. Nós ficamos felizes de receber mais uma etapa do projeto Rio Vivo de conservação ambiental e de soltura de peixes nativos”, afirmou Eduardo Pimentel.
O governador Ratinho Junior falou sobre a importância do programa Rio Vivo para todo o Estado. Ele também assinou convênio com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) para a execução do Programa de Recuperação de Espécies Nativas de Peixes de Piracema, de Bacias Hidrográficas Impactadas por Barragens.
“Esse é um dia muito legal, muito simbólico, nós estamos fazendo essa entrega de mais 500 mil peixes em uma parceria com a Universidade Estadual de Maringá. Estamos repassando para a universidade R$ 4,5 milhões, para que continue fazendo a pesquisa genética de todos os peixes nativos do Paraná”, disse o governador.
Com essa reprodução de peixes nativos será possível repovoar todos os rios do Estado. “É um trabalho fantástico, com a academia, trazendo pesquisa e ao mesmo tempo trazendo o olhar do meio ambiente, o cuidado com o meio ambiente. O crescimento econômico deve ser unido com a preocupação ambiental, isso é sustentabilidade”, definiu o governador.
Rio Vivo
O projeto Rio Vivo é coordenado pela Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca, unidade vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). A iniciativa segue critérios estabelecidos por uma resolução do Instituto Água e Terra (IAT) para evitar a introdução de espécies exóticas nos rios e selecionar peixes com genética e tamanho ideais para o repovoamento.
Desde o início do projeto, em 2021, 3 milhões de peixes já foram soltos. O planejamento é que até 2026, 10 milhões de peixes nativos sejam introduzidos nos diferentes rios que cortam o Paraná.
No Parque Passaúna, o processo de repovoamento foi feito com traíras e lambaris em estágio juvenil de desenvolvimento, que tem um índice de sobrevivência maior se comparado aos alevinos (peixes recém-nascidos). A ação em Curitiba integra a segunda fase do Rio Vivo, iniciada em novembro de 2024, e que prevê a soltura de 2,6 milhões de peixes nas bacias dos rios Tibagi, Piquiri, Iguaçu e Ivaí, com investimentos de R$ 558 mil.