Quem tem “ficha suja” não terá vez no governo de Robinson Faria, do PSD, no Rio Grande do Norte. Governador eleito do Estado, ele avisou que não nomeará para cargos públicos pessoas em situação de inelegibilidade de acordo com a Lei da Ficha Limpa, ou seja, que tenham sido condenados por crimes contra a administração pública, crimes eleitorais ou crimes hediondos.
“A inovação de um governo começa pelas suas atitudes. Quem tiver ficha suja não vai ocupar cargo no meu governo”, diz ele. “É uma medida moralizadora para termos um governo transparente e composto por pessoas de conduta ilibada. É o que a sociedade espera”, explica.
Esta é só uma das faces do amplo projeto de profissionalização da gestão pública que Faria pretende introduzir no Estado. “O nosso governo será eminentemente técnico”, reafirmou o governador eleito em entrevista à InterTV Cabugi.
Ele promete dedicar especial atenção aos dois problemas que considera os mais graves do Rio Grande do Norte: segurança pública e saúde. O governador do PSD anunciou que vai dar um choque de gestão nessas duas áreas, segundo ele as mais vulneráveis e que despertam maior preocupação na população.
Na segurança pública, uma das ideias é colocar mais policiais nas ruas e avaliar a possibilidade de convocar aprovados em concursos para aumentar o efetivo da polícia, além de iniciar o processo de valorização dos profissionais.
O governador eleito lembrou dos contatos que teve ao longo da campanha eleitoral para justificar a prioridade que dará à segurança pública. Disse que constatou, em conversas com pessoas simples, prefeitos e vereadores, que a violência atinge indistintamente todos os municípios potiguares.
“Vou valorizar as categorias policiais e oferecer condições de trabalho para que a resposta seja imediata”, disse Faria. “Prometi prioridade para a segurança e vou ser o governador da segurança”.
O mesmo empenho será dedicado ao sistema de saúde pública, considerado pelo governador eleito pelo PSD como precário até mesmo nos procedimentos mais simples.
“Uma das providências para o setor de saúde será melhorar os Hospitais Regionais para oferecer condições de atendimento”, antecipa Faria. “Temos que evitar a vinda de pacientes para lotar os hospitais da capital”, conclui.